Seguro VIAGEM

Seguro Viagem Geral 1

Pesquisar este blog

Memória

"A memória, na qual cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir ao presente e ao futuro. Devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens."

Livros - E-books || Capoeira

Livros - E-books || Capoeira
Livros - E-books || Capoeira

Reflexões - Ru Aisó

Reflexões - Ru Aisó
"Sabido: os negros, as senzalas, o candomblé e a capoeira não eram e nem viviam separados. Até porque esta era a realidade.” - Ru Aisó.

Trabalho 100% Remoto | Home Office

Trabalho 100% Remoto | Home Office
(Área Interna | Acesso Gratuito)

sábado, 20 de junho de 2026

Berimbau: o que é, como funciona e a história do instrumento da Capoeira

 O berimbau é o instrumento mais reconhecível da Capoeira. É ele quem dita o ritmo da roda, determina a velocidade do jogo e comanda os capoeiristas dentro do espaço sagrado da ginga. Sem o berimbau, não há roda. Sem a roda, não há Capoeira.

Este guia explica tudo sobre o berimbau: o que é, de onde veio, como é feito, quais são suas partes e como ele funciona na prática dentro da Capoeira Angola e Regional.

O que é o berimbau?


O berimbau é um instrumento musical de cordas classificado como arco musical. Funciona a partir de uma única corda de aço esticada sobre um arco de madeira, com uma cabaça presa na extremidade inferior que serve como caixa de ressonância. Quando a corda é percutida com uma vareta fina, chamada de baqueta, ela vibra e o som é amplificado pela cabaça.

É um dos instrumentos mais simples em estrutura e mais complexos em expressão que existem na música popular brasileira. Com apenas uma corda e uma cabaça, um mestre experiente consegue produzir variações sutis de tom que comunicam intenções inteiras dentro da roda.

As partes do berimbau

O berimbau é composto por cinco elementos principais que trabalham juntos para produzir o som característico do instrumento.

A verga é o arco de madeira que forma o corpo do instrumento. Tradicionalmente é feita de biriba, uma madeira nativa da Mata Atlântica encontrada principalmente na Bahia, que combina flexibilidade e resistência. O comprimento ideal da verga varia entre 1,20 e 1,50 metro.

O arame é a corda de aço esticada de uma extremidade a outra da verga. Antigamente era retirado de pneus de bicicleta. Hoje existem arames fabricados especificamente para berimbau, mas a lógica é a mesma: quanto mais tensionado, mais agudo é o som.

A cabaça é o ressonador. É uma espécie de fruto seco e oco, cortado ao meio e preso na parte inferior da verga. Ela amplifica as vibrações da corda e dá profundidade ao som. O tamanho da cabaça influencia diretamente o volume e o timbre do instrumento: cabaças maiores produzem sons mais graves e encorpados.

O dobrão é uma moeda ou pedaço de metal que o capoeirista pressiona contra o arame enquanto toca. Ao encostar o dobrão com mais ou menos pressão, o músico altera a altura do som produzido, criando variações de tom. É esse recurso que permite ao berimbau "falar" dentro da roda.

A baqueta é a vareta fina, geralmente de madeira, usada para percutir o arame. O capoeirista segura também um caxixi na mesma mão da baqueta: um pequeno chocalho trançado que adiciona ritmo ao toque.

Como funciona o berimbau dentro da roda

O berimbau não é apenas um instrumento musical. Dentro da Capoeira, ele é o elemento que organiza toda a dinâmica do jogo. Os toques do berimbau são linguagens com significado específico: há toques que pedem um jogo lento e cadenciado, toques que pedem velocidade e agressividade, toques que indicam perigo e toques que encerram o jogo.

Os principais toques do berimbau incluem o São Bento Grande, o São Bento Pequeno, o Angola, o Iúna, o Cavalaria e o Amazonas. Cada um cria uma atmosfera diferente dentro da roda e os capoeiristas respondem ao toque de forma instintiva, fruto de anos de treinamento.

Na bateria da Capoeira: o conjunto de instrumentos que acompanha a roda normalmente há três berimbaus tocando ao mesmo tempo: o gunga, o médio e a viola. O gunga é o maior, com som mais grave, e é o berimbau principal, tocado pelo mestre. O médio harmoniza com o gunga. A viola improvisa e enfeita o ritmo com variações.

A origem histórica do berimbau

O berimbau tem raízes africanas. Instrumentos semelhantes ao arco musical são encontrados em diversas regiões da África subsaariana, especialmente em Angola, Moçambique e no Congo. Os africanos escravizados trazidos ao Brasil trouxeram consigo esses conhecimentos musicais, que se transformaram e se adaptaram ao contexto brasileiro ao longo dos séculos.

No Brasil, o berimbau esteve associado à Capoeira desde pelo menos o século XIX. Por muito tempo, tocar berimbau nas ruas era suficiente para ser preso a Capoeira era criminalizada e a música do berimbau sinalizava a presença dos capoeiristas. O instrumento funcionava também como sinal de alerta: quando a polícia se aproximava, o toque mudava para avisar os jogadores.

Com a legalização da Capoeira no século XX e sua expansão mundo afora, o berimbau deixou de ser símbolo de resistência clandestina para se tornar um dos instrumentos mais reconhecíveis da cultura brasileira no exterior. Hoje é tocado em mais de 150 países onde a Capoeira está presente.

O berimbau como patrimônio cultural

A Capoeira foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2014, e o berimbau é parte indissociável desse reconhecimento. No Brasil, o instrumento é também símbolo da cultura afro-baiana, presente em festas, manifestações culturais e na memória coletiva de Salvador e do Recôncavo Baiano.

Aprender a tocar berimbau é um dos caminhos de entrada na Capoeira para quem não pretende praticar os golpes. Muitos grupos aceitam músicos que desejam integrar a bateria sem jogar na roda.

Para quem quer aprofundar o conhecimento sobre cultura afro-brasileira, música popular e Capoeira com certificado, a Cursos Abeline oferece cursos gratuitos em diversas áreas relacionadas a cultura e educação. Vale conferir as opções disponíveis e iniciar o aprendizado no próprio ritmo.


Camará — O Dobrão Online, seu espaço dedicado à Capoeira brasileira.

Golpes da Capoeira: nomes, descrições e origem de cada movimento

A Capoeira é uma arte marcial brasileira de origem africana (criada exclusivamente no Brasil) que combina luta, dança, música e filosofia em um único movimento. Dentro da roda, cada gesto tem nome, história e intenção. Conhecer os golpes da Capoeira é entender a própria linguagem dessa arte e é isso que este guia traz: os principais movimentos, seus nomes, como são executados e de onde vieram.

O que são os golpes da Capoeira?

Na Capoeira, os movimentos de ataque e defesa não se separam de forma rígida como em outras artes marciais. Um golpe pode ser ao mesmo tempo uma esquiva e um contra-ataque. Essa característica vem diretamente da natureza da roda: o jogo é um diálogo corporal entre dois capoeiristas, onde ninguém precisa necessariamente acertar o adversário a intenção, a ameaça e o controle do espaço já fazem parte da vitória.

Os golpes se dividem em três grandes grupos: ataques (chutes, cabeçadas e rasteiras), defesas e esquivas (ginga, cocorinha, role, au) e desequilíbrios (rasteira, banda, tesoura). A maioria dos movimentos existe tanto na Capoeira Angola quanto na Regional, com variações de estilo e velocidade.

Principais golpes de ataque

Meia-lua de frente

É um dos golpes mais conhecidos da Capoeira. O capoeirista lança uma perna em arco horizontal na altura do rosto ou do tronco do oponente, de fora para dentro. O movimento vem da ginga e exige equilíbrio e precisão. Na Capoeira Regional, é executado com mais velocidade e altura; na Angola, com mais malícia e proximidade ao chão.

Meia-lua de compasso

Considerado por muitos o golpe mais poderoso da Capoeira. O praticante apoia as duas mãos no chão e gira o corpo inteiro, lançando o calcanhar em arco amplo na direção do adversário. A força do golpe vem do quadril e do peso do corpo em rotação. É um golpe que exige treino e equilíbrio.

Armada

A armada é um giro de 360 graus onde o capoeirista lança o pé em arco horizontal, com o corpo girando sobre o próprio eixo. Diferente da meia-lua de frente, a armada usa o dorso do pé e exige uma rotação completa. É muito usada em sequências combinadas com outros golpes.

Chapa

A chapa é um chute lateral ou frontal onde o capoeirista usa a planta do pé para empurrar o oponente. Pode ser executada de frente, de lado ou em queda. É um dos golpes de maior contato físico da Capoeira e transmite muita força.

Martelo

O martelo é um chute circular onde o peito do pé atinge o alvo. É rápido, direto e pode ser executado em diferentes alturas, desde o tronco até a cabeça do adversário. Na Capoeira Regional, é um dos golpes mais trabalhados nas sequências de ataque.

Bênção

A bênção é um chute frontal com a planta do pé, executado de forma direta, como um empurrão forte. O nome é irônico: é ao mesmo tempo uma "saudação" e um golpe que pode desequilibrar completamente o adversário. É muito usada para abrir distância ou contra-atacar quando o oponente está próximo demais.

Cabeçada

A cabeçada é um dos golpes mais antigos da Capoeira, ligado diretamente à Capoeira Angola. O capoeirista usa a cabeça para atingir o queixo, o peito ou o abdômen do oponente. Exige muita proximidade e é parte da estratégia de jogo baixo, próximo ao chão.

Principais defesas e esquivas

Ginga

A ginga não é um golpe, mas é o fundamento de todos eles. É o movimento contínuo de deslocamento lateral que o capoeirista realiza enquanto está na roda, mantendo o corpo em constante movimento para não oferecer um alvo fixo. Quem não ginga não joga capoeira.

Cocorinha

É uma esquiva onde o capoeirista desce rapidamente, dobrando os joelhos e agachando o corpo, enquanto protege a cabeça com um braço. É usada para escapar de golpes altos como a meia-lua de frente e o martelo.

Role

O role é um deslocamento lateral no chão, onde o capoeirista gira o corpo ao redor de um pé de apoio, mudando de posição rapidamente. É especialmente usado na Capoeira Angola para sair de golpes baixos e se reposicionar.

Negativa

Na negativa, o capoeirista desce ao chão em posição lateral, apoiando uma das pernas e deixando o corpo próximo ao solo. É ao mesmo tempo uma esquiva e uma posição de transição para contra-ataques.

Principais desequilíbrios

Rasteira

A rasteira é o golpe de desequilíbrio mais famoso da Capoeira. O capoeirista usa o pé ou a perna para varrer a base do oponente enquanto ele está em movimento ou apoiado em um pé. Uma rasteira bem aplicada derruba o adversário sem violência aparente — daí a expressão "dar uma rasteira" na língua portuguesa. É na rasteira que a malícia da Capoeira aparece de forma mais clara.

Banda/da

A banda é uma variação da rasteira onde o capoeirista envolve a perna do oponente com a própria perna, puxando e desequilibrando. Exige mais contato e proximidade do que a rasteira simples.

Tesoura

A tesoura é aplicada com as duas pernas ao mesmo tempo, em forma de tesoura, envolvendo as pernas do oponente e derrubando-o. É um golpe que exige timing preciso e jogo baixo.

A diferença entre Angola e Regional nos golpes

Na Capoeira Angola, os golpes são executados em posição mais baixa, com o corpo próximo ao chão, de forma mais lenta e cheia de malícia. O objetivo não é necessariamente acertar, mas provocar, enganar e dominar o espaço do adversário. A cabeçada, o role e a negativa são golpes muito presentes.

Na Capoeira Regional, criada por Mestre Bimba na Bahia, os golpes são mais altos, rápidos e objetivos. A armada, o martelo e o chute direto têm muito espaço. Mestre Bimba incorporou elementos de outras artes marciais para criar uma Capoeira mais eficaz como sistema de combate.

As duas escolas se respeitam e se influenciam. Na roda, o que importa é o jogo.

Por onde começar a aprender

Conhecer os nomes e as descrições dos golpes é o primeiro passo. O segundo é praticar com orientação. Para quem está distante de uma academia ou grupo de Capoeira, os cursos online são uma alternativa real. A Cursos Abeline oferece cursos gratuitos na área de Educação Física e artes corporais, incluindo conteúdos sobre cultura afro-brasileira. Vale conferir as opções disponíveis e iniciar o aprendizado com certificado, no próprio ritmo.

A Capoeira foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2014. Cada golpe carrega séculos de história, resistência e criatividade do povo negro brasileiro. Aprender é também uma forma de honrar esse legado.


Camará — O Dobrão Online, seu espaço dedicado à Capoeira brasileira.

terça-feira, 2 de junho de 2026

CAMARADINHO E CAMARADINHA Cadetes do Exército (EsPCEx)

 INSCRIÇÕES PRORROGADAS – EsPCEx 2026/2027 🇧🇷

Imagem: Defesa em Foco

As inscrições para o Concurso de Admissão da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) foram prorrogadas até 16 de junho de 2026.


✅ Se você sonha em seguir a carreira militar e se tornar Oficial Combatente do Exército Brasileiro, esta é a sua oportunidade.


📌 Requisitos básicos:

• Ser brasileiro(a) nato(a);

• Ter entre 17 e 22 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula;

• Ter concluído ou estar cursando o 3º ano do Ensino Médio.


📲 Inscreva-se e confira o edital no site da EsPCEx

👉 Link 🔗 EsPCEx


Fonte: EsPCEx | Linkedin



quinta-feira, 28 de maio de 2026

Músicas de Capoeira | Cantigas Clássicas de Capoeira (1)

 As músicas de capoeira dividem-se principalmente em Ladainhas (cantadas no início do jogo, geralmente na Capoeira Angola) e Corridos/Quadras (músicas dinâmicas de "puxada e resposta" cantadas durante o jogo, comuns tanto na Regional quanto na Angola).

Muitas cantigas clássicas pertencem ao Domínio Público (D.P.) — passadas oralmente por gerações, de forma que o autor original é desconhecido. Na Capoeira Regional, Mestre Bimba e seus alunos criaram muitas quadras rápidas, enquanto na Angola, Mestre Pastinha e outros grandes mestres imortalizaram ladainhas profundas.

Adeus, Adeus (Boa Viagem)

Estilo predominante: Capoeira Angola (Corrido melancólico usado tradicionalmente para encerrar as rodas).

Letra: Refrão (Coro): Adeus, adeus, boa viagem

Cantor: Eu já vou, eu já vou me embora (Coro): Adeus, adeus, boa viagem Cantor: Fica com Deus, Nossa Senhora (Coro): Adeus, adeus, boa viagem Cantor: A minha hora já chegou (Coro): Adeus, adeus, boa viagem.

Ai, Ai, Aidê

Estilo predominante: Muito forte na Capoeira Regional (Cantiga que narra a história folclórica da escrava Aidê, que foge para o quilombo).

Letra: 

Refrão (Coro): Ai, ai, Aidê Joga bonito que eu quero ver.

Cantor: Aidê mudou de cor (Coro): Ai, ai, Aidê Cantor: Quando o feitor lhe bateu (Coro): Ai, ai, Aidê Cantor: Aidê fugiu pra mata (Coro): Ai, ai, Aidê Cantor: Pro quilombo ela correu (Coro): Ai, ai, Aidê


Paranauê 

Domínio Público (D.P.) / Popularizada mundialmente.

Letra: (Coro e Cantor repetem as linhas alternadamente) 

Paraná ê, Paraná ê, Paraná Paraná ê, Paraná ê, Paraná

Vou dizer a meu senhor que a manteiga derramou Paraná ê, Paraná ê, Paraná

A manteiga não é minha, é da filha de sinhô Paraná ê, Paraná ê, Paraná

Vou-me embora, vou-me embora, como já disse que vou Paraná ê, Paraná ê, Paraná

Eu aqui não sou querido, mas na minha terra eu sou Paraná ê, Paraná ê, Paraná.

O Lamento do Berimbau (Iê, Infanto)

Estilo predominante: Capoeira Angola (É uma ladainha tradicional de abertura).

Autor: Atribuída tradicionalmente a Mestre Pastinha.

Iê! Infanto que foi meu mestre Quem me deu essa lição Na roda da capoeira Nunca dou o meu golpe em vão No dia que me aborreço Dentro de Itabaianinha Homem não monta cavalo Nem galinha cacareja Siri tá se vendo doido Nas garras do gaiamum Camará...

(Coro entra nas saudações: Iê, viva meu Deus...)

Sim, Sim, Não, Não
Estilo predominante: Capoeira Regional (Estilo de quadra rápida introduzido intensamente nas rodas de ritmo acelerado).

Autor: Atribuído à tradição oral da Regional / Mestre Bimba.

Letra: Sim, sim, sim, não, não, não Sim, sim, sim, não, não, não

Mas hoje tem, amanhã não Sim, sim, sim, não, não, não

Olha a pisada do negro no chão Sim, sim, sim, não, não, não

Capoeira é defesa e ataque de irmão Sim, sim, sim, não, não, não


Marinheiro Só 
Autor: Domínio Público (D.P.) / Adaptação popular.

Estilo predominante: Cantada tanto na Angola quanto na Regional (origina-se do cancioneiro popular baiano/samba de roda).

Letra: 

Eu não sou daqui (Marinheiro só) Eu não tenho amor (Marinheiro só) Eu sou da Bahia (Marinheiro só) De São Salvador (Marinheiro só)

Refrão: Ô, marinheiro, marinheiro (Marinheiro só) Quem te ensinou a navegar (Marinheiro só) Foi o tombo do navio (Marinheiro só) Ou foi o balanço do mar (Marinheiro só)

Lá vem, lá vem (Marinheiro só) Como ele vem faceiro (Marinheiro só) Todo de branco (Marinheiro só) Com seu bonezinho (Marinheiro só)


A Manteiga Derramou

Estilo predominante: Tradicional da Capoeira Angola (Estilo corrido clássico com tom de ironia/cotidiano da escravidão).

Autor: Domínio Público (D.P.)

Letra: Refrão (Coro): Vou dizer a meu senhor que a manteiga derramou

Cantor: A manteiga não é minha 
(Coro): Vou dizer a meu senhor que a manteiga derramou 
Cantor: É da filha do sinhô 
(Coro): Vou dizer a meu senhor que a manteiga derramou 
Cantor: Caiu no chão e derramou 
(Coro): Vou dizer a meu senhor que a manteiga derramou.

Be-a-bá do Berimbau

Estilo predominante: É uma chula/ladainha muito usada na Capoeira Angola para explicar o instrumento.

Autor: Domínio Público (D.P.) / Consagrada na voz de velhos mestres angoleiros.

Letra: 

Iê! Eu vou ler o be-a-bá Be-a-bá do berimbau A cabaça e o caxixi Colega velho, e um pedaço de pau A moeda e o arame Colega velho, aí está o berimbau Berimbau é um instrumento Que toca numa corda só Toca São Bento Grande Colega velho, e Angola em dó maior Agora acabei de crer Berimbau é o maior Camará...


São Bento Grande Mandou Me Chamar

Estilo predominante: Capoeira Regional (São Bento Grande é o toque principal e mais dinâmico criado e adaptado por Mestre Bimba).

Autor: Domínio Público (D.P.) / Popularizado na vertente Regional.

Letra: Refrão (Coro): São Bento Grande mandou me chamar

Cantor: Mandou me chamar pra jogar capoeira (Coro): São Bento Grande mandou me chamar Cantor: O jogo é de dentro, não é brincadeira (Coro): São Bento Grande mandou me chamar Cantor: Se você não sabe, melhor não tentar (Coro): São Bento Grande mandou me chamar


No Tempo do Cativeiro (Colega Velho)

Estilo predominante: Capoeira Angola (Ladainha/Corrido focado na memória da escravidão, lamento e resiliência)

Autor: Domínio Público (D.P.)
Letra: Refrão (Coro): No tempo do cativeiro, quando o senhor me batias

Cantor: Eu chamava por Nossa Senhora, meu Deus Como a pancada doía (Coro): No tempo do cativeiro, quando o senhor me batias Cantor: O negro caía no chão de joelhos E pro céu ele pedia (Coro): No tempo do cativeiro, quando o senhor me batias.

Dona Maria do Camboatá

Estilo predominante: Capoeira Angola (Um corrido antigo que retrata mulheres que jogavam ou lidavam com a malandragem nas feiras e rodas).

Autor: Domínio Público (D.P.)

Letra: Refrão (Coro): Dona Maria do Camboatá

Cantor: Ela chega na roda e quer vadiar (Coro): Dona Maria do Camboatá Cantor: Se puxam o bicho ela sabe jogar (Coro): Dona Maria do Camboatá Cantor: Ela dá rasteira e faz levantar (Coro): Dona Maria do Camboatá.

Evento de Capoeira na Bahia 2026! 🎶💫 ✨🔥

 

EVENTO - Barreiras / BA - EVENTO DE CAPOEIRA

XIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE CAPOEIRA

📌 Evento: XIII Congresso Internacional de Capoeira – ABPC 📍 Cidade: #Barreiras – BA 📅 Data: 18 a 22 de novembro de 2026 (quarta a domingo) ⏰ Horários: 🟡 Concentração corrida: 06h00 || 🟢 os demais dias das 08h às 12h, 15 às 18h.

#Barreiras - Bahia | Comunidade da #Capoeira, salve! 🤸‍♂️🌍* Vem aí o grande momento de vivenciarmos o *XIII #Congresso #Internacional de Capoeira e a XXXIV Reunião Anual da #ABPC! Inscrições e Informações: 🌐 besteventos.com.br/evento/congresso-de-capoeira-abpc

Supervisão Geral Regional Bahia: Mestre Dendê


...
#CongressoInternacionalDeCapoeira #ABPC #CapoeiraABPC #XIIICongressoDeCapoeira #ReuniaoAnualABPC #BarreirasBA #BarreirasBahia #OesteBaiano #CapoeiraBahia #CapoeiraNordeste #Capoeira #Capoeiristas #MundoDaCapoeira #CapoeiraGeral #RodadeCapoeira #Vadiacao #ArteCapoeira #CulturaBrasileira














...

EVENTO - Salvador | Aconteceu Ontem (18.06.2026) o Evento de Capoeira do Mestre Robertinho (Núcleo de Capoeira) - Liberdade (Plano Inclinado) - Foi as 10h.

Só faltou você.🫱🏾💕📌 | Fale com o Mestre Robertinho 💬☎📌


Salvador - CHEGA PRA RODA \\ QUILOMBO URBANO//

Grupo Associação de Resgade da Cultura Origirnal 3CAPOEIRA | Arco 3

Mestres: Kiabo, Cara seca, Gil gunga e Bebê gigante.

Face: /familiaarco3capoeira | Instagram: @arco3capoeira



Salvador - Grupo Luanda - Mestra Voltagrande - Última Quinta de Maio - Tem Roda

Face: Mestra Voltagrande |

28.05.2026 - Horário: 19:30h

Plano A | Praças na Rua Abaíra (Resgate - Ao lado da Quadra)

Plano B | Sede do Vale do Sol

(Rua Inhambupe, sn).

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Salvador/BA | Evento - Oficineiras do Acob Fest Bahia 2026! 🎶💫 ✨🔥

Salvador/BA | Evento - Oficineiras do Acob Fest Bahia 2026! #Capoeira

Data: 11 a 13 de setembro (2026).
Participação: Mestra Kallu e Formanda Preta Mari


Oficineiras do Acob Fest Bahia 2026!

E já começamos com chave de ouro: diretamente para sua primeira vez em Salvador Bahia, recebemos Mestra kallu, trazendo toda a potência da musicalidade!
E junto com ela, a nossa Formada Preta Mari, com uma voz marcante.



Berimbau: o que é, como funciona e a história do instrumento da Capoeira

 O berimbau é o instrumento mais reconhecível da Capoeira. É ele quem dita o ritmo da roda, determina a velocidade do jogo e comanda os capo...