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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Capoeira emagrece? Entenda como essa arte pode ajudar na perda de peso

 Agência O Dobrão Online | 16 de Julho de 2026

Quando alguém pergunta se capoeira emagrece, a resposta mais correta é: sim, ela pode contribuir para o emagrecimento, desde que faça parte de um estilo de vida saudável.

Muito além de uma luta ou manifestação cultural, a capoeira reúne movimentos intensos, trabalho cardiovascular, força muscular, equilíbrio e coordenação. Essa combinação faz com que a prática tenha um gasto energético significativo, além de oferecer benefícios físicos e mentais.


Neste artigo, você vai entender o que dizem especialistas e pesquisas sobre o assunto.

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Capoeira emagrece mesmo?

Sim.

A capoeira pode ajudar no emagrecimento porque aumenta o gasto calórico durante o treino. Como qualquer atividade física, a perda de peso acontece quando existe um déficit calórico, ou seja, quando o corpo gasta mais energia do que consome.

Em uma aula de intensidade moderada a alta, uma pessoa pode gastar entre 400 e 700 calorias por hora, dependendo de fatores como:

  • Peso corporal;
  • Intensidade do treino;
  • Idade;
  • Condicionamento físico;
  • Tempo de prática.

Quanto mais intenso o treino, maior tende a ser o gasto energético.


Por que a capoeira é eficiente para perder peso?

Diferente de exercícios repetitivos, a capoeira trabalha praticamente o corpo inteiro.

Durante uma aula são executados movimentos como:

  • ginga;
  • esquivas;
  • chutes;
  • acrobacias;
  • deslocamentos rápidos;
  • exercícios de resistência.

Isso faz com que diversos grupos musculares sejam ativados ao mesmo tempo.

Entre eles:

  • pernas;
  • abdômen;
  • costas;
  • glúteos;
  • ombros;
  • braços.

Quanto maior o recrutamento muscular, maior também costuma ser o consumo de energia.

Além do emagrecimento, quais são os benefícios?

Quem pratica capoeira regularmente costuma perceber mudanças que vão muito além da balança.

Entre os principais benefícios estão:

Melhora do condicionamento físico

O sistema cardiovascular é bastante exigido durante a prática, aumentando resistência e capacidade respiratória.

Ganho de força

Os movimentos utilizam o peso do próprio corpo, funcionando como um treino funcional natural.

Mais mobilidade

A capoeira exige flexibilidade e amplitude de movimento, contribuindo para articulações mais saudáveis.

Coordenação motora

Os movimentos combinam ritmo, equilíbrio e consciência corporal.

Bem-estar mental

A prática libera endorfinas, reduz o estresse e favorece a sensação de bem-estar.

Quantas vezes por semana praticar?

Para quem deseja utilizar a capoeira para emagrecer, muitos profissionais recomendam praticar entre 3 e 5 vezes por semana, respeitando os períodos de descanso.

Os melhores resultados costumam aparecer quando a prática é combinada com:

  • alimentação equilibrada;
  • hidratação adequada;
  • boas noites de sono;
  • acompanhamento profissional, quando necessário.

A alimentação continua sendo importante

Existe um mito bastante comum:

"Se eu fizer capoeira, posso comer qualquer coisa."

Isso não é verdade.

Mesmo gastando muitas calorias durante os treinos, uma alimentação rica em ultraprocessados e excesso de açúcar pode dificultar o emagrecimento.

A combinação entre atividade física e alimentação equilibrada continua sendo a estratégia mais eficiente.

Crianças e idosos também podem praticar?

Sim.

Quando orientada por profissionais qualificados, a capoeira pode ser adaptada para diferentes idades.

Cada turma respeita o nível físico dos participantes, tornando a prática acessível tanto para crianças quanto para adultos e idosos.

O que dizem as instituições de saúde?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos realizem entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada, ou entre 75 e 150 minutos de atividade vigorosa, para melhorar a saúde e reduzir o risco de doenças crônicas.

A capoeira pode contribuir para atingir essas recomendações quando praticada regularmente.

Conclusão

Então, afinal, capoeira emagrece?

Sim, a capoeira pode ser uma excelente aliada na perda de peso porque combina exercícios aeróbicos e fortalecimento muscular em uma atividade dinâmica, divertida e culturalmente rica.

Entretanto, ela não faz milagres sozinha. O emagrecimento depende da soma entre prática regular, alimentação equilibrada, descanso e constância.

Mais importante do que perder peso é ganhar qualidade de vida — e nisso a capoeira se destaca como uma das atividades mais completas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Capoeira emagrece a barriga?

Não é possível perder gordura apenas em uma região do corpo. A capoeira ajuda na redução da gordura corporal como um todo quando há déficit calórico.

Quantas calorias uma aula de capoeira gasta?

Dependendo da intensidade e da pessoa, o gasto pode variar aproximadamente entre 400 e 700 kcal por hora.

Iniciante pode fazer capoeira para emagrecer?

Sim. As aulas costumam ser adaptadas para o nível de cada aluno.

Capoeira substitui a academia?

Depende do objetivo. Para condicionamento físico e saúde geral, pode atender muito bem. Para objetivos específicos de hipertrofia máxima, pode ser interessante combinar com treinamento de força.

Perguntas frequentes (FAQ)

Capoeira emagrece a barriga?

Não é possível perder gordura apenas em uma região do corpo. A capoeira ajuda na redução da gordura corporal como um todo quando há déficit calórico.

Quantas calorias uma aula de capoeira gasta?

Dependendo da intensidade e da pessoa, o gasto pode variar aproximadamente entre 400 e 700 kcal por hora.

Iniciante pode fazer capoeira para emagrecer?

Sim. As aulas costumam ser adaptadas para o nível de cada aluno.

Capoeira substitui a academia?

Depende do objetivo. Para condicionamento físico e saúde geral, pode atender muito bem. Para objetivos específicos de hipertrofia máxima, pode ser interessante combinar com treinamento de força.

Fontes confiáveis

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Guidelines on Physical Activity and Sedentary Behaviour.
  • American College of Sports Medicine (ACSM). ACSM's Guidelines for Exercise Testing and Prescription. Wolters Kluwer.
  • Compendium of Physical Activities (Universidade do Estado do Arizona). 
  • Ministério da Saúde. Guia de Atividade Física para a População Brasileira.

Does Capoeira Help You Lose Weight? What Science Says About Calories, Fat Loss, and Fitness

 Agência O Dobrão Online | 16 de July, 2026

Does Capoeira Help You Lose Weight? | If you've ever wondered, "Does capoeira help you lose weight?" the short answer is yes—but there's more to the story.

Capoeira is much more than a martial art. It combines cardio, strength training, flexibility, balance, agility, and rhythm into one full-body workout. Because of its dynamic movements, capoeira can burn a significant number of calories while improving overall fitness.

However, like any exercise program, capoeira alone won't magically make you lose weight. Sustainable weight loss happens when regular physical activity is paired with healthy eating and a consistent calorie deficit.

Let's look at what research and health experts say.

Can Capoeira Help You Lose Weight?

Yes.

Capoeira can support weight loss because it increases your daily energy expenditure. Every class requires continuous movement through kicks, dodges, ground transitions, balance work, and explosive bodyweight exercises.

According to the Compendium of Physical Activities, vigorous martial arts and similar activities can require high levels of energy expenditure, making them effective workouts for improving cardiovascular fitness and supporting fat loss.

Most people burn approximately 400 to 700 calories in a one-hour capoeira class, depending on factors like:

  • Body weight

  • Exercise intensity

  • Age

  • Fitness level

  • Experience

  • Length of the workout

The more intensely you train, the more calories your body burns.

Why Is Capoeira So Effective for Burning Calories?

Unlike traditional gym workouts that isolate muscle groups, capoeira challenges your entire body during nearly every movement.

A typical class includes:

  • Ginga (the fundamental movement)

  • Kicks

  • Dodges (Esquivas)

  • Spins

  • Acrobatics

  • Core stabilization

  • Bodyweight strength exercises

This continuous movement keeps your heart rate elevated while activating major muscle groups, including:

  • Legs

  • Glutes

  • Core

  • Back

  • Shoulders

  • Arms

Because multiple muscles work together throughout the workout, your body uses more energy than during many low-intensity activities.

More Than Weight Loss: The Health Benefits of Capoeira

While many people start capoeira to get in shape, they often stay because of its overall health benefits.

Improves Cardiovascular Health

Capoeira raises your heart rate and helps improve endurance, circulation, and lung capacity.

Builds Functional Strength

Most movements rely on bodyweight resistance, helping build practical, real-world strength.

Increases Mobility and Flexibility

The combination of kicks, squats, and flowing transitions improves joint mobility and flexibility over time.

Develops Balance and Coordination

Capoeira requires precise timing, body control, and rhythm, improving overall athletic performance.

Supports Mental Health

Regular physical activity releases endorphins that help reduce stress, improve mood, and boost overall well-being.

How Often Should You Practice Capoeira to Lose Weight?

If your goal is weight loss, most fitness professionals recommend practicing three to five times per week.

For the best results, combine capoeira with:

  • A balanced, nutrient-rich diet

  • Proper hydration

  • Quality sleep

  • Consistent training

  • Strength training (optional but beneficial)

Consistency matters far more than perfection.

Nutrition Is Still the Key

One of the biggest misconceptions is:

"If I practice capoeira, I can eat whatever I want."

Unfortunately, that's not how weight loss works.

Exercise increases calorie expenditure, but excessive calorie intake can quickly offset those gains.

For long-term success, focus on:

  • Eating mostly whole foods

  • Getting enough protein

  • Managing portion sizes

  • Staying hydrated

  • Maintaining a sustainable calorie deficit

Capoeira is a powerful tool—but nutrition remains the foundation of healthy weight loss.

Is Capoeira Good for Beginners?

Absolutely.

One of capoeira's greatest strengths is that it can be adapted for almost any fitness level.

Whether you're a complete beginner, returning to exercise, or already physically active, instructors typically modify movements based on your experience and mobility.

You don't need to be flexible or athletic before starting.

Many practitioners develop those abilities through regular training.

What Do Health Experts Recommend?

The World Health Organization (WHO) recommends adults get:
  • 150–300 minutes of moderate-intensity aerobic activity each week, or

  • 75–150 minutes of vigorous physical activity, plus muscle-strengthening exercises at least twice weekly.

Regular capoeira practice can help meet these recommendations while making exercise more engaging than traditional workouts.

Final Verdict: Does Capoeira Help You Lose Weight?

Yes.

Capoeira can absolutely help you lose weight by increasing calorie burn, improving cardiovascular fitness, building lean muscle, and encouraging an active lifestyle.

Still, no workout alone guarantees weight loss.

The best results come from combining capoeira with healthy eating, consistency, adequate recovery, and long-term lifestyle habits.

If you're looking for a workout that's fun, challenging, culturally rich, and highly effective, capoeira is an excellent choice.

Frequently Asked Questions

Does capoeira burn belly fat?

No exercise specifically burns fat from one area of the body. Capoeira helps reduce overall body fat when combined with a calorie deficit.

How many calories does capoeira burn?

A one-hour class typically burns 400–700 calories, depending on intensity and individual factors.

Is capoeira better than running for weight loss?

Both can support weight loss. Capoeira offers additional benefits like strength, flexibility, coordination, and skill development, while running is generally easier to measure and progress.

Can beginners lose weight with capoeira?

Yes. Beginners often experience noticeable improvements in fitness and calorie expenditure as they learn the fundamentals.

Trusted Sources

World Health Organization. Guidelines on Physical Activity and Sedentary Behaviour.

American College of Sports Medicine (ACSM). ACSM's Guidelines for Exercise Testing and Prescription.

Ainsworth BE, et al. 2011 Compendium of Physical Activities: A Second Update of Codes and MET Values. Medicine & Science in Sports & Exercise. 

U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Benefits of Physical Activity.

Harvard T.H. Chan School of Public Health. The Nutrition Source. 


sexta-feira, 10 de julho de 2026

Dobrão de Pedra ou de Metal no Berimbau: Qual a Diferença?


O som que nasce dos dedos: dobrão de pedra ou de metal no berimbau?

Por Agência O Dobrão Online | 10 Julho de 2026


O dobrão de berimbau é um dos componentes mais importantes do berimbau. Neste artigo, conheça a história do dobrão de pedra e do dobrão de metal, descubra suas diferenças sonoras e entenda por que a escolha depende da preferência e da técnica de cada capoeirista.

Dobrão de Berimbau (Metal e Pedra/Seixos)

Quem já participou de uma roda de capoeira sabe que o berimbau é muito mais do que um instrumento musical. Ele conduz o ritmo da roda, orienta o jogo e ajuda a criar a atmosfera da capoeira.

Entre seus componentes existe uma peça pequena, mas essencial: o dobrão. Segurado entre os dedos do tocador, ele pressiona o arame para produzir as diferentes notas do berimbau.

Ao longo do tempo, dois materiais se tornaram os mais utilizados: metal e pedra. Ambos cumprem a mesma função, mas oferecem características sonoras e táteis diferentes.

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A origem do dobrão

O nome "dobrão" vem das antigas moedas metálicas que circularam no Brasil durante o período colonial. Com o passar dos anos, capoeiristas passaram a utilizar moedas de cobre ou latão para pressionar o arame do berimbau, e o nome permaneceu mesmo quando outros materiais começaram a ser usados.

Registros históricos mostram que moedas foram amplamente empregadas pelos praticantes de capoeira, principalmente entre o final do século XIX e o século XX, quando eram fáceis de encontrar e possuíam tamanho adequado para o instrumento.

O dobrão de metal

O dobrão metálico continua sendo um dos mais utilizados atualmente.

Seu contato direto com o arame produz um som mais definido, brilhante e com resposta rápida, facilitando mudanças de nota e efeitos característicos do berimbau.

Além da sonoridade, o metal apresenta algumas vantagens:

  • grande durabilidade;

  • formato uniforme;

  • boa resistência ao desgaste;

  • fácil reposição.

Hoje também existem dobrões fabricados especialmente para berimbau, produzidos por artesãos e luthiers, mantendo medidas e acabamento próprios para o instrumento.

O dobrão de pedra

O uso de pedras também faz parte da tradição do berimbau. Geralmente são escolhidos seixos naturalmente lisos e achatados, que oferecem conforto durante a execução.

Cada pedra possui formato, peso e textura únicos, tornando cada dobrão praticamente exclusivo.

Em relação ao som, muitos tocadores descrevem a resposta como um pouco mais suave e menos metálica do que a produzida pelo dobrão de metal. Essas diferenças, porém, dependem também do arame, da verga, da cabaça e da técnica de quem toca.

Por isso, a preferência entre pedra e metal costuma ser uma questão de experiência pessoal.

Pedra ou metal: existe um melhor?

Não existe uma resposta definitiva.

Os dois materiais desempenham a mesma função e fazem parte da história do berimbau.

Enquanto alguns capoeiristas preferem a precisão e a resistência do metal, outros valorizam a sensação natural da pedra e sua ergonomia.

Mais importante do que o material é conhecer o próprio instrumento e desenvolver uma boa técnica para explorar todas as possibilidades sonoras do berimbau.

Comparando os dois

Dobrão de metal
  • Geralmente é feito de moeda ou peça metálica própria para berimbau.
  • Possui alta durabilidade e dificilmente sofre danos com o uso.
  • Seu formato costuma ser uniforme, facilitando a adaptação.
  • A superfície lisa proporciona uma pegada firme.
  • Produz um som mais brilhante, definido e com resposta rápida.

Dobrão de pedra (seixos)

  • Normalmente é confeccionado a partir de um seixo natural liso.
  • Também é resistente, embora possa quebrar em quedas ou impactos.
  • Cada pedra possui formato, peso e textura próprios.
  • Oferece uma sensação mais natural nas mãos.
  • Muitos capoeiristas percebem uma sonoridade mais suave e menos metálica.
Importante: A sonoridade do berimbau não depende apenas do dobrão. O tipo de arame, a verga, a cabaça e a técnica do tocador também influenciam diretamente o resultado final.

 

Portanto, o dobrão é um dos menores componentes do berimbau, mas exerce papel fundamental na construção do seu som.

Seja utilizando metal ou pedra, a escolha faz parte da identidade de cada capoeirista e da relação que desenvolve com o instrumento.

Experimentar diferentes materiais é a melhor maneira de descobrir qual deles proporciona maior conforto e a sonoridade que mais agrada aos seus ouvidos.

Referências

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Berimbau: o que é, como funciona e a história do instrumento da Capoeira

 O berimbau é o instrumento mais reconhecível da Capoeira. É ele quem dita o ritmo da roda, determina a velocidade do jogo e comanda os capoeiristas dentro do espaço sagrado da ginga. Sem o berimbau, não há roda. Sem a roda, não há Capoeira.

Este guia explica tudo sobre o berimbau: o que é, de onde veio, como é feito, quais são suas partes e como ele funciona na prática dentro da Capoeira Angola e Regional.

O que é o berimbau?


O berimbau é um instrumento musical de cordas classificado como arco musical. Funciona a partir de uma única corda de aço esticada sobre um arco de madeira, com uma cabaça presa na extremidade inferior que serve como caixa de ressonância. Quando a corda é percutida com uma vareta fina, chamada de baqueta, ela vibra e o som é amplificado pela cabaça.

É um dos instrumentos mais simples em estrutura e mais complexos em expressão que existem na música popular brasileira. Com apenas uma corda e uma cabaça, um mestre experiente consegue produzir variações sutis de tom que comunicam intenções inteiras dentro da roda.

As partes do berimbau

O berimbau é composto por cinco elementos principais que trabalham juntos para produzir o som característico do instrumento.

A verga é o arco de madeira que forma o corpo do instrumento. Tradicionalmente é feita de biriba, uma madeira nativa da Mata Atlântica encontrada principalmente na Bahia, que combina flexibilidade e resistência. O comprimento ideal da verga varia entre 1,20 e 1,50 metro.

O arame é a corda de aço esticada de uma extremidade a outra da verga. Antigamente era retirado de pneus de bicicleta. Hoje existem arames fabricados especificamente para berimbau, mas a lógica é a mesma: quanto mais tensionado, mais agudo é o som.

A cabaça é o ressonador. É uma espécie de fruto seco e oco, cortado ao meio e preso na parte inferior da verga. Ela amplifica as vibrações da corda e dá profundidade ao som. O tamanho da cabaça influencia diretamente o volume e o timbre do instrumento: cabaças maiores produzem sons mais graves e encorpados.

O dobrão é uma moeda ou pedaço de metal que o capoeirista pressiona contra o arame enquanto toca. Ao encostar o dobrão com mais ou menos pressão, o músico altera a altura do som produzido, criando variações de tom. É esse recurso que permite ao berimbau "falar" dentro da roda.

A baqueta é a vareta fina, geralmente de madeira, usada para percutir o arame. O capoeirista segura também um caxixi na mesma mão da baqueta: um pequeno chocalho trançado que adiciona ritmo ao toque.

Como funciona o berimbau dentro da roda

O berimbau não é apenas um instrumento musical. Dentro da Capoeira, ele é o elemento que organiza toda a dinâmica do jogo. Os toques do berimbau são linguagens com significado específico: há toques que pedem um jogo lento e cadenciado, toques que pedem velocidade e agressividade, toques que indicam perigo e toques que encerram o jogo.

Os principais toques do berimbau incluem o São Bento Grande, o São Bento Pequeno, o Angola, o Iúna, o Cavalaria e o Amazonas. Cada um cria uma atmosfera diferente dentro da roda e os capoeiristas respondem ao toque de forma instintiva, fruto de anos de treinamento.

Na bateria da Capoeira: o conjunto de instrumentos que acompanha a roda normalmente há três berimbaus tocando ao mesmo tempo: o gunga, o médio e a viola. O gunga é o maior, com som mais grave, e é o berimbau principal, tocado pelo mestre. O médio harmoniza com o gunga. A viola improvisa e enfeita o ritmo com variações.

A origem histórica do berimbau

O berimbau tem raízes africanas. Instrumentos semelhantes ao arco musical são encontrados em diversas regiões da África subsaariana, especialmente em Angola, Moçambique e no Congo. Os africanos escravizados trazidos ao Brasil trouxeram consigo esses conhecimentos musicais, que se transformaram e se adaptaram ao contexto brasileiro ao longo dos séculos.

No Brasil, o berimbau esteve associado à Capoeira desde pelo menos o século XIX. Por muito tempo, tocar berimbau nas ruas era suficiente para ser preso a Capoeira era criminalizada e a música do berimbau sinalizava a presença dos capoeiristas. O instrumento funcionava também como sinal de alerta: quando a polícia se aproximava, o toque mudava para avisar os jogadores.

Com a legalização da Capoeira no século XX e sua expansão mundo afora, o berimbau deixou de ser símbolo de resistência clandestina para se tornar um dos instrumentos mais reconhecíveis da cultura brasileira no exterior. Hoje é tocado em mais de 150 países onde a Capoeira está presente.

O berimbau como patrimônio cultural

A Capoeira foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2014, e o berimbau é parte indissociável desse reconhecimento. No Brasil, o instrumento é também símbolo da cultura afro-baiana, presente em festas, manifestações culturais e na memória coletiva de Salvador e do Recôncavo Baiano.

Aprender a tocar berimbau é um dos caminhos de entrada na Capoeira para quem não pretende praticar os golpes. Muitos grupos aceitam músicos que desejam integrar a bateria sem jogar na roda.

Para quem quer aprofundar o conhecimento sobre cultura afro-brasileira, música popular e Capoeira com certificado, a Cursos Abeline oferece cursos gratuitos em diversas áreas relacionadas a cultura e educação. Vale conferir as opções disponíveis e iniciar o aprendizado no próprio ritmo.


Camará — O Dobrão Online, seu espaço dedicado à Capoeira brasileira.

domingo, 28 de junho de 2026

História da Capoeira: origem, proibição e legalização no Brasil

A Capoeira é uma das expressões culturais mais originais que o Brasil produziu, pois nasceu do sofrimento e da resistência de africanos escravizados, atravessou séculos de perseguição e criminalização, e chegou ao século XXI reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, logo essa é a história completa da Capoeira: de onde veio, por que foi proibida, quem a legalizou e como ela conquistou o mundo.




As origens: África e Brasil colonial

A Capoeira não nasceu pronta em um único lugar nem em um único momento. Ela foi construída ao longo de séculos, a partir de múltiplas influências africanas que se encontraram no Brasil colonial.

Os africanos trazidos à força (modelo criminoso e legal a época) para o Brasil entre os séculos XVI e XIX vinham de diferentes regiões e etnias — iorubás, bantos, angolanos, congoleses, entre muitos outros. Cada grupo trouxe suas próprias tradições de dança, luta, música e ritos/crenças. No contexto criminoso e brutal da escravidão, essas tradições se misturaram e criaram algo novo: uma forma de resistência disfarçada de dança.


Chefes políticos e mercadores da África Centro-Ocidental (hoje região ocupada por Angola), forneceram a maior parte dos escravos utilizados em toda a América portuguesa. No século XVIII, o comércio do Rio de Janeiro, Recife e São Paulo era suprido por escravos que vinham da costa leste africana (oceano Índico), particularmente Moçambique. No comércio baiano, a partir de meados do século XVII, e até o fim do tráfico, os escravos eram oriundos da região do Golfo de Benin (sudoeste da atual Nigéria). Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRFIA E ESTATÍSTICA. Brasil: 500 anos de povoamento. Rio de Janeiro: 2000.


A hipótese mais aceita pelos pesquisadores é a de que a Capoeira surgiu nas senzalas e quilombos do Brasil colonial, principalmente nas regiões da Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco, entre os séculos XVII e XVIII. O disfarce da dança era estratégico, porque praticar luta era proibido e punido com violência. E no embalo os golpes no ritmo do berimbau e da ginga, os escravizados conseguiam treinar sem que os senhores identificassem o que estava acontecendo.

Quilombos e resistência armada

Os quilombos foram os primeiros espaços de liberdade onde a Capoeira pode ter se desenvolvido com mais liberdade. O maior e mais famoso deles, o Quilombo dos Palmares, resistiu por quase um século no interior de Alagoas antes de ser destruído em 1694. Chegavam negros de toda parte em busca de abrigo e segurança, após fuga da escravidão e consigo a Capoeira tomava ainda mais estrutura e força.

A criminalização no século XIX

Com o fim formal da escravidão em 1888 e a proclamação da República em 1889, a Capoeira não ganhou liberdade — ganhou uma lei contra ela. O Código Penal Republicano de 1890, apenas dois anos após a abolição, criminalizou explicitamente a prática da Capoeira nas ruas do Brasil. O artigo 402 previa prisão de dois a seis meses para quem fosse flagrado praticando "exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação Capoeiragem".

A perseguição era violenta e sistemática. Na Bahia e em outros Estados, delegacias especializadas foram criadas para reprimir os capoeiristas, chamados de "desordeiros". Praticar Capoeira, tocar berimbau em público ou reunir grupos para jogar era motivo de prisão, espancamento e até deportação. Muitos capoeiristas foram enviados à ilha de Fernando de Noronha como punição.

Apesar da repressão, a Capoeira não desapareceu. Ela sobreviveu nas periferias, nos portos, nos terreiros de candomblé e nas comunidades negras que a mantiveram viva de geração em geração, mesmo sob risco constante.

Mestre Bimba e a legalização

A virada na história da Capoeira veio com um homem nascido em Salvador, Bahia, em 1900: Manoel dos Reis Machado, conhecido para sempre como Mestre Bimba.

Bimba foi um capoeirista de enorme habilidade técnica e visão estratégica. Ele percebeu que a Capoeira precisava se reorganizar para sobreviver institucionalmente. Em 1932, fundou em Salvador o primeiro centro formal de ensino de Capoeira do Brasil, a Academia de Cultura Regional. Ali, ele sistematizou um estilo próprio que chamou de Luta Regional Baiana — o que hoje conhecemos como Capoeira Regional.

A jogada decisiva de Mestre Bimba foi política. Em 1937, ele realizou uma apresentação de Capoeira para o então presidente Getúlio Vargas. A performance impressionou Vargas, que declarou a Capoeira o esporte nacional do Brasil e autorizou seu ensino regulamentado. A criminalização formal foi encerrada. Após quase cinquenta anos proibida por lei, a Capoeira finalmente tinha o direito de existir.

Mestre Pastinha e a preservação da Angola

Enquanto Mestre Bimba criava e sistematizava a Capoeira Regional, outro mestre fundamental trabalhava em sentido diferente mas igualmente importante: Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha.

Pastinha dedicou sua vida a preservar a Capoeira Angola, a vertente mais antiga e tradicional, ligada diretamente às raízes africanas. Em 1941, fundou o Centro Esportivo de Capoeira Angola em Salvador. Para Pastinha, a Capoeira Angola não era apenas luta — era filosofia (e além), espiritualidade e memória ancestral. Sua frase mais conhecida resume esse pensamento: "Capoeira é para homem, menino e mulher..."

Bimba e Pastinha, apesar de estilos distintos, são os dois pilares sobre os quais toda a Capoeira moderna se apoia. Um criou um sistema eficiente e moderno. O outro guardou a alma da arte. E mais: eram grandes amigos.

A expansão pelo Brasil e pelo mundo

A partir da legalização, a Capoeira começou a crescer de forma organizada. Na segunda metade do século XX, alunos de Mestre Bimba e Mestre Pastinha espalharam a arte pelo Brasil inteiro e, em seguida, pelo exterior.

O primeiro grande movimento de internacionalização ocorreu nas décadas de 1970 e 1980, quando mestres brasileiros emigraram para os Estados Unidos e Europa levando a Capoeira consigo. Hoje ela é praticada em mais de 150 países, com academias em cidades como Nova York, Londres, Paris, Tóquio e Lisboa.

No Brasil, a Capoeira foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2008. Seis anos depois, em 2014, a UNESCO inscreveu a Capoeira na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade — o reconhecimento mais alto que uma expressão cultural pode receber no plano internacional.

A Capoeira hoje

A Capoeira do século XXI é uma arte plural. Convivem nela a Angola de raiz, a Regional sistematizada por Bimba, e inúmeras vertentes contemporâneas que mesclam elementos das duas escolas. Há grupos acadêmicos, grupos de rua, grupos comunitários e federações esportivas. A Capoeira é ensinada em escolas públicas, universidades, academias particulares e projetos sociais em comunidades de todo o Brasil.

Para quem quer aprender mais sobre a história e a cultura afro-brasileira que moldou a Capoeira, há caminhos acessíveis mesmo fora das academias. A Cursos Abeline oferece cursos gratuitos em diversas áreas de cultura, educação e humanidades. Vale explorar as opções e aprofundar o conhecimento com certificado, no próprio ritmo.

A Capoeira nasceu acorrentada e tornou-se um patrimônio da humanidade. Essa trajetória não é só a história de uma arte marcial, mas a história da resistência de um povo que não desiste fácil.


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sábado, 27 de junho de 2026

CAPOEIRA SUBJETIVA (APAGANDO ANGOLA E REGIONAL)

Capoeiristas sem Mestres ou Mestres (Internet) Imaturos estão envergonhando a classe...

Ainda mais sem fundamento teorico, prático e o pedagógico de Angola e Regional isso tudo vem sendo afetando por ser agora  Capoeira Subjetiva /  (Faço o que eu quiser)...

"Infelizmente, estão achando que capoeirista é ser uma máquica de dar murros e tapas... E assim a Ginga, Golpes e Contragolpes seguem morrendo passando bem longe das rodas."   Ru Aisó

Gente, treine MMA/UFC/Luta Livre, mas não misturem as coisas...

Momento de Capoeira é de Capoeira. 

E MMA/UFC pode ter capoeira, mas na roda parem de adicionar coisas que não existem na Capoeira. Tem que gingar, tem que tocar / cantar, tem que fazer coro, tem que fazer golpe e contragolpe... Brincar... Aprender e ensinar.

Parem de abraços sem fim, carregar e jogar o oponente no chão, murros sem fim, tapas sem fim. Que coisa sem sentido e sem próposito! Isso nunca foi capoeira, e sim subjetividade de mimados.

Os vídeos para engajar nas redes sociais digitais agora com a indução de violência na capoeira: sem técnica, sem teoria, sem contexto histórico. Gente isso fere demais o legado de quem deu o sangue e a vida no passado por essa dadiva dos nossos antepassados e ancestrais.

E pior.: Vocês não sentem vergonha do que estão fazendo... A nossa sociedade já é bastante preconceituosa e pode achar que essa lastima de gangue A e B se agredindo é capoeira.

E que fique claro: realmente, tem gente que não merece estar dentro da Capoeira por inumeros motivos negativos,  vocês precisam estudar, trocar ideias do que pode e não pode. Voltem aos fundamentos. Chega de subjetividade: faço o que quero, isso não preserva em nada. Só atrapalha quem estuda, pesquisa e trabalha certo.

Parem com essa porcaria de atividade de violência e dizer que é capoeira... Busquem se qualificar!!! Base de Boxe? Abraços sem fim (gamou foi?) Murros e tapas sem fim... Que isso? Ginga, filho de Deus.

Chega de ser gangue da Gabriela. Vão trabalhar princialmente o emocional/psicológico. 



Uma música em homenagem a vocês:

"Quando eu vim para esse mundo. Eu não atinava em nada.

Hoje eu sou Gabriela. Gabriela, iê Meus camarada.

Eu nasci assim, eu cresci assim. E sou mesmo assim, vou ser sempre assim GabrielaSempre Gabriela"

....


Ouça: Modinha Para Gabriela - Gal Costa (Gabriela) 1975



Portanto, isso tudo que vocês estão arquitetando é muito injusto.
Repensem... Camaradinhos... Que porcaria de legado vocês querem deixar?
Evitem ser Tapeiros/Murreiros lacradores da Internet e pior está tudo documentado agora em tempo real.

ANTIRRACISTAS | Ciclo de Oficinas Conhecimento Livre e Perspectivas Antirracistas 2026

 

Ciclo de Oficinas Conhecimento Livre e Perspectivas Antirracistas

Sabemos que com a chegada da internet ao cotidiano brasileiro abriu portas que antes pareciam fechadas para muita gente. A comunicação ficou mais rápida, o acesso à informação se expandiu e o mundo passou a caber na tela de um celular. Mas esse mesmo espaço digital que prometia democratizar o conhecimento acabou revelando, com ainda mais nitidez, as desigualdades que já existiam fora dele.

O ambiente online não é neutro. Ele reflete escolhas, prioridades e, principalmente, quem tem poder para decidir o que aparece e o que fica escondido. Pesquisadores como Tarcízio Silva apontam que os resultados apresentados pelos principais buscadores da web estão diretamente ligados ao reforço de representações culturais que se apresentam como universais, mas que na prática privilegiam rostos, histórias e perspectivas brancas. O que deveria ser conhecimento para todos acaba sendo, na maior parte das vezes, conhecimento sobre alguns.

Quando o algoritmo reproduz o racismo

Um dos exemplos mais concretos disso é o chamado racismo algorítmico. Quando alguém pesquisa por imagens associadas à palavra "pobreza", os resultados trazem majoritariamente figuras de pessoas negras, crianças e mulheres. Já termos como "chefe" ou "riqueza" direcionam para imagens de homens brancos. Não é coincidência. É o reflexo de um sistema que foi alimentado com dados enviesados e que, ao reproduzi-los em escala, normaliza associações que deveriam ser questionadas.

Além da distorção nas imagens que aparecem, há também o problema do que simplesmente não aparece. A ausência de pessoas negras em posições de destaque nos meios digitais não é apenas uma omissão. É uma forma de apagamento que reforça a ideia de que essas histórias não existem, não importam ou não merecem ser contadas.

O que o Wikimedia tem a ver com isso

O universo Wikimedia, que inclui a Wikipédia e outros projetos de conhecimento livre, não está imune a esse problema. As enciclopédias colaborativas reproduzem os mesmos padrões da sociedade quando a maior parte dos editores e dos artigos publicados representa apenas uma parcela da população mundial. Pessoas negras, suas contribuições históricas, suas produções culturais e seus pensamentos seguem sub-representados dentro dessas plataformas.

É nesse contexto que nasce o Ciclo de Oficinas Conhecimento Livre e Perspectivas Antirracistas. A iniciativa convida a comunidade wikimedista, acadêmica e todos os que se mobilizam pela causa antirracista a refletir sobre a presença de saberes e pessoas negras no ambiente Wikimedia. A proposta parte de uma premissa simples e essencial: o conhecimento é humano. E por ser humano, ele carrega vieses. Mas esses vieses podem e devem ser contestados, especialmente quando o objetivo é construir uma internet mais justa e representativa.

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Três histórias que merecem ser lembradas

Como parte do incentivo à visibilidade negra, o ciclo homenageia três personalidades brasileiras que marcaram a história do país e cujas contribuições ainda são pouco conhecidas pelo grande público.

Francisco Solano Trindade viveu entre 1908 e 1974 e foi um dos nomes mais importantes da cultura popular brasileira. Multiartista, poeta e ativista, ele foi um dos fundadores da Frente Negra Pernambucana, criou o Teatro Popular Brasileiro e organizou o I Congresso Afro-Brasileiro. Sua obra é um marco da resistência cultural negra no Brasil.

Virgínia Leone Bicudo nasceu em São Paulo em 1910 e faleceu em 2003. Socióloga e psicanalista, ela foi a primeira pessoa sem formação médica a ser reconhecida como psicanalista no Brasil, tornando-se uma figura central na institucionalização da psicanálise no país. No campo da sociologia, foi pioneira ao dedicar sua dissertação de mestrado, em 1945, ao estudo das relações raciais no Brasil, um tema ainda pouco explorado à época.

Azoilda Loretto da Trindade viveu entre 1957 e 2015 e dedicou sua trajetória à construção de uma pedagogia antirracista. Educadora e intelectual negra, ela teve participação direta na implementação da Lei Federal 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas públicas e privadas do país. Seu legado continua vivo em cada sala de aula que abraça essa obrigação não como formalidade, mas como compromisso real.

Um convite à participação coletiva

Refletir sobre racismo no ambiente digital não é tarefa para poucos. Toda mudança significativa começa com a decisão coletiva de enxergar o problema e agir sobre ele. O Ciclo de Oficinas Conhecimento Livre e Perspectivas Antirracistas é um espaço para isso: para questionar, para aprender, para produzir conhecimento que represente de verdade a diversidade do povo brasileiro.

A equipe organizadora abre esse convite a todos que queiram fazer parte dessa construção. O conhecimento livre só é verdadeiramente livre quando não deixa ninguém de fora.

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