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Memória

"A memória, na qual cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir ao presente e ao futuro. Devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens."

Livros - E-books || Capoeira

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Reflexões - Ru Aisó

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"Sabido: os negros, as senzalas, o candomblé e a capoeira não eram e nem viviam separados. Até porque esta era a realidade.” - Ru Aisó.

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Cadastro Nacional da Capoeira: veja como funciona, quem pode se cadastrar e para que serve

Mestres, mestras, capoeiristas, grupos, entidades e pesquisadores ligados à capoeira podem fazer parte do Cadastro Nacional da Capoeira, plataforma mantida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Criado como uma ferramenta de identificação e mapeamento do universo da capoeira no Brasil, o cadastro reúne informações que podem ajudar nas ações de salvaguarda desse patrimônio cultural.


O Dobrão Online, 8 de Setembro

A plataforma está disponível no Portal da Capoeira e permite consultar registros de pessoas, grupos e entidades cadastrados em diferentes cidades e estados.

Nós existimos na Brasil e no Mundo.

O que é o Cadastro Nacional da Capoeira?

O Cadastro Nacional da Capoeira foi criado pelo Iphan como parte das ações de salvaguarda relacionadas ao Ofício de Mestre de Capoeira e à Roda de Capoeira, reconhecidos como bens culturais registrados como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Segundo o Iphan, a ferramenta busca facilitar o diálogo entre o instituto, mestres, capoeiristas e outros segmentos ligados à capoeira.

O cadastro também permite identificar e mapear pessoas, grupos e entidades que fazem parte desse universo cultural.

Quem pode se cadastrar?

O Portal da Capoeira reúne diferentes categorias relacionadas à prática, transmissão e pesquisa da capoeira.

Entre elas estão:

Capoeiristas: pessoas que praticam capoeira e podem informar dados relacionados à sua trajetória, graduação, grupos e mestres que influenciaram sua formação.

Grupos e entidades: espaços, associações, academias e organizações relacionadas à capoeira.

Pesquisadores: pessoas que desenvolvem pesquisas ou mantêm acervos relacionados à capoeira.

Também existem registros relacionados à produção bibliográfica e outros conteúdos ligados ao patrimônio cultural.

A própria plataforma permite consultar registros de grupos e entidades por nome, estilo, estado e município.

Cadastro não significa certificação pelo Iphan

Essa é uma das informações mais importantes para quem pretende divulgar o cadastro.

Estar registrado no Cadastro Nacional da Capoeira não significa que o Iphan certificou o capoeirista, reconheceu um mestre ou aprovou um grupo.

O próprio Portal da Capoeira informa que o Iphan não realiza a certificação de capoeiristas nem a titulação de mestres, contramestres ou professores.

O órgão também esclarece que não credencia, reconhece, chancela ou certifica grupos, associações ou outras entidades de capoeira.

Por isso, o cadastro deve ser entendido como uma ferramenta de identificação e mapeamento, e não como um diploma ou certificado oficial de graduação na capoeira.

Como fazer o cadastro?

O interessado deve acessar o Portal da Capoeira, aceitar os termos apresentados na plataforma e preencher os dados solicitados.

Na página de cadastro, o sistema apresenta campos como:

  • nome;

  • data de nascimento;

  • sexo;

  • CPF;

  • RG;

  • telefone;

  • e-mail;

  • senha;

  • confirmação de senha.

Os campos identificados com asterisco são obrigatórios.

Onde fazer o cadastro pode ser iniciado diretamente na página oficial?

Cadastro Nacional da Capoeira — Portal da Capoeira/Iphan

É importante conferir atentamente as informações antes de concluir o preenchimento.

O próprio sistema estabelece que os dados fornecidos são de responsabilidade da pessoa que realiza o cadastro.

O cadastro é importante para a capoeira, porque a existência de uma base nacional facilita a identificação de pessoas e organizações ligadas à capoeira em diferentes regiões.

Isso pode ser especialmente relevante para cidades onde existem mestres, professores, grupos e projetos que nem sempre aparecem em sites institucionais ou na imprensa.

Na Bahia, por exemplo, o Portal da Capoeira possui registros de grupos e entidades em diferentes municípios.

Entre os registros encontrados está a Afro Male Ciclo Palmares, cadastrada em Alagoinhas, com informações sobre atuação, responsável, estilo e trajetória da entidade.

Esse tipo de registro ajuda a mostrar a dimensão da capoeira para além das grandes cidades.

O cadastro pode ajudar a encontrar grupos de capoeira?

Sim e o Portal permite consultar registros de grupos e entidades cadastrados.

A pesquisa apresenta informações como nome do grupo, estilo, estado e município, permitindo localizar registros existentes em diferentes regiões do país.

Para quem procura capoeira em uma determinada cidade, a ferramenta pode ser uma fonte de pesquisa.

Mas existe uma ressalva importante: o cadastro não representa uma certificação do Iphan sobre as informações fornecidas.

O próprio órgão informa que os dados são apresentados pelos cadastrados e que o Iphan não realiza a verificação dessas informações.

Cadastro também registra a história da capoeira

Além de informações básicas, alguns registros apresentam detalhes da trajetória dos capoeiristas.

Há cadastros que informam mestres que participaram da formação, grupos pelos quais a pessoa passou, cidades onde aprendeu capoeira, ano em que começou a ensinar e participação em projetos sociais.

Um exemplo disponível na plataforma apresenta a trajetória de um mestre, incluindo grupos, mestres que influenciaram sua formação e experiências como educador.

Esse conjunto de informações pode funcionar como uma fonte de memória sobre diferentes trajetórias da capoeira brasileira.

Atenção antes de consultar ou divulgar um cadastro

Os dados disponíveis no Portal da Capoeira devem ser apresentados com cuidado.

O Iphan deixa claro que as informações são fornecidas pelas próprias pessoas cadastradas e que o instituto não se responsabiliza pela veracidade desses dados.

Por isso, uma matéria jornalística que utilize informações do cadastro deve deixar claro que elas foram encontradas na plataforma e, quando necessário, buscar confirmação diretamente com o mestre, grupo ou entidade.

Isso é especialmente importante quando a informação envolve graduação, endereço, contatos ou trajetória profissional.

Como consultar mestres e grupos

Além da página de cadastro, o Portal da Capoeira possui áreas de consulta.

Quem quiser pesquisar grupos pode acessar a seção “Consultar Cadastro Nacional” e utilizar os filtros disponíveis.

A pesquisa atual do portal apresenta mais de 1,5 mil registros de grupos e entidades cadastrados.

Também existe uma área específica para pesquisadores relacionados à temática da capoeira.

Uma ferramenta que merece ser mais conhecida

Para mestres, professores, capoeiristas, pesquisadores e entidades culturais, conhecer o Cadastro Nacional da Capoeira pode facilitar o acesso a informações sobre a presença da capoeira em diferentes municípios.

Para o público, a plataforma também pode servir como ponto de partida para conhecer grupos e pessoas ligadas à manifestação cultural.

No entanto, é importante não confundir cadastro com certificação.

O objetivo apresentado pelo Iphan está relacionado à identificação, mapeamento, diálogo e ações de salvaguarda da capoeira.

Assim, o Cadastro Nacional da Capoeira representa uma fonte oficial de consulta sobre registros fornecidos pelos próprios participantes, mas não funciona como um sistema de autorização ou certificação de mestres e grupos.

O Cadastro Nacional da Capoeira é uma ferramenta criada para ampliar a identificação e o mapeamento de pessoas, grupos, entidades e pesquisadores ligados à capoeira.

A plataforma pode ser útil tanto para quem vive da capoeira quanto para pesquisadores, jornalistas, estudantes e pessoas interessadas em conhecer a presença dessa manifestação cultural em diferentes municípios.

Para quem deseja se cadastrar, o primeiro passo é acessar o Portal da Capoeira e preencher o formulário oficial.

Para quem deseja pesquisar um mestre ou grupo, a recomendação é utilizar a ferramenta de consulta e, sempre que a informação for usada em uma publicação, confirmar os dados diretamente com o responsável.

A capoeira é uma manifestação cultural com presença em diversas partes do Brasil, e o cadastro ajuda a tornar parte dessa rede mais visível.

National Capoeira Registry: See How It Works, Who Can Register and What It Is For

Masters, female masters, capoeira practitioners, groups, organizations and researchers connected to capoeira can be part of the National Capoeira Registry, a platform maintained by the National Institute of Historic and Artistic Heritage (Iphan).

Created as a tool for identifying and mapping the capoeira community in Brazil, the registry gathers information that can support efforts to safeguard this cultural heritage.



O Dobrão Online, 8 de Setembro

The platform is available through the Capoeira Portal and allows users to search records of people, groups and organizations registered in different cities and states.

We exist in Brazil and around the world.

What is the National Capoeira Registry?

The National Capoeira Registry was created by Iphan as part of safeguarding actions related to the Craft of the Capoeira Master and the Capoeira Circle, recognized as cultural assets registered as Brazil's Intangible Cultural Heritage.

According to Iphan, the tool seeks to facilitate dialogue between the institute, masters, capoeira practitioners and other groups connected to capoeira.

The registry also makes it possible to identify and map people, groups and organizations that are part of this cultural community.

Who can register?

The Capoeira Portal brings together different categories related to the practice, transmission and research of capoeira.

They include:

Capoeira practitioners: people who practice capoeira and can provide information related to their background, graduation level, groups and masters who influenced their training.

Groups and organizations: spaces, associations, academies and organizations connected to capoeira.

Researchers: people who conduct research or maintain collections related to capoeira.

There are also records related to bibliographic production and other content connected to cultural heritage.

The platform itself allows users to search records of groups and organizations by name, style, state and municipality.

Registration does not mean Iphan certification

This is one of the most important pieces of information for anyone planning to share or publicize the registry.

Being registered in the National Capoeira Registry does not mean that Iphan has certified the capoeira practitioner, recognized a master or approved a group.

The Capoeira Portal itself states that Iphan does not certify capoeira practitioners or grant titles to masters, assistant masters or teachers.

The institute also clarifies that it does not accredit, recognize, endorse or certify capoeira groups, associations or other organizations.

Therefore, the registry should be understood as a tool for identification and mapping, not as an official diploma or certificate of capoeira graduation.

How to register?

Anyone interested should access the Capoeira Portal, accept the terms presented on the platform and fill in the requested information.

On the registration page, the system provides fields such as:

  • name;

  • date of birth;

  • gender;

  • CPF;

  • ID;

  • telephone number;

  • email;

  • password;

  • password confirmation.

Fields marked with an asterisk are mandatory.

Where can the registration be started directly on the official page?

National Capoeira Registry — Capoeira Portal/Iphan | (Free Here)

It is important to carefully check the information before completing the form.

The system itself establishes that the information provided is the responsibility of the person completing the registration.

Why is the registry important for capoeira?

The existence of a national database makes it easier to identify people and organizations connected to capoeira in different regions.

This can be especially relevant for cities where masters, teachers, groups and projects do not always appear on institutional websites or in the media.

In Bahia, for example, the Capoeira Portal contains records of groups and organizations in different municipalities.

Among the records found is Afro Male Ciclo Palmares, registered in Alagoinhas, with information about its activities, responsible person, style and history.

This type of record helps demonstrate the reach of capoeira beyond Brazil's major cities.

Can the registry help find capoeira groups?

Yes, and the Portal allows users to search records of registered groups and organizations.

The search provides information such as group name, style, state and municipality, making it possible to locate registered groups in different regions of the country.

For people looking for capoeira in a specific city, the tool can be a useful research source.

However, there is an important caveat: registration does not represent Iphan certification of the information provided.

The institute itself states that the data is submitted by registered users and that Iphan does not verify this information.

The registry also records the history of capoeira

In addition to basic information, some records provide details about the journey of capoeira practitioners.

Some registrations include information about masters who contributed to their training, groups they have been part of, cities where they learned capoeira, the year they began teaching and their participation in social projects.

One example available on the platform presents the trajectory of a capoeira master, including groups, masters who influenced their training and experiences as an educator.

This collection of information can serve as a source of memory about the different trajectories of Brazilian capoeira.

Be careful when consulting or publishing registry information

The data available on the Capoeira Portal should be presented carefully.

Iphan makes clear that the information is provided by the registered individuals themselves and that the institute is not responsible for the accuracy of this data.

Therefore, a journalistic article using information from the registry should make clear that the information was found on the platform and, when necessary, seek confirmation directly from the master, group or organization.

This is especially important when the information involves graduation level, address, contact details or professional history.

How to search for masters and groups

In addition to the registration page, the Capoeira Portal has search sections.

Anyone who wants to research groups can access the “Consultar Cadastro Nacional” section and use the available filters.

The portal's current search contains more than 1,500 registered groups and organizations.

There is also a specific section for researchers connected to capoeira-related topics.

A tool that deserves to be better known

For masters, teachers, capoeira practitioners, researchers and cultural organizations, knowing about the National Capoeira Registry can make it easier to access information about the presence of capoeira in different municipalities.

For the public, the platform can also serve as a starting point for discovering groups and people connected to this cultural tradition.

However, it is important not to confuse registration with certification.

The objective presented by Iphan is related to the identification, mapping, dialogue and safeguarding of capoeira.

Thus, the National Capoeira Registry represents an official source for consulting records provided by the participants themselves, but it does not function as an authorization or certification system for masters and groups.

The National Capoeira Registry is a tool created to expand the identification and mapping of people, groups, organizations and researchers connected to capoeira.

The platform can be useful both for those who make a living from capoeira and for researchers, journalists, students and people interested in learning about the presence of this cultural tradition in different municipalities.

For anyone who wants to register, the first step is to access the Capoeira Portal and complete the official form.

For anyone who wants to research a master or group, the recommendation is to use the search tool and, whenever the information is used in a publication, confirm the data directly with the responsible person.

Capoeira is a cultural tradition present in many parts of Brazil, and the registry helps make part of this network more visible.


sábado, 5 de setembro de 2026

Capoeira em Alagoinhas | Mestre Nildo Morgado | Festival de Capoeira Expansionismo movimenta Alagoinhas durante o feriado da Independência

O Festival Anual Expansionismo de Capoeira movimentou Alagoinhas, na Bahia, entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026, durante o feriado da Independência do Brasil. Organizado pelo Mestre Nildo Morgado, o encontro foi anunciado como uma celebração da cultura, da ancestralidade e da tradição da capoeira.



O Dobrão Online, 5 de Setembro

A realização do festival foi divulgada em publicação da Web Kizomba TV, que confirmou o período, a cidade e a organização do evento. O anúncio também informou que a equipe do veículo participaria da cobertura, com a presença do Mestre Lindomar e de outros integrantes.

📅
Data: 04 a 07 de setembro de 2026
📍
Local: Alagoinhas – Bahia
🥁
Evento: Mega Festival Anual Expansionismo de Capoeira
👤
Organização: Mestre Nildo Morgado

Um dos destaques da programação foi a Noite das Estrelas, realizada em 4 de setembro. De acordo com uma publicação posterior da Web Kizomba TV, a atividade reuniu cultura e confraternização em Alagoinhas, sob a organização de Mestre Nildo Morgado. As imagens divulgadas nas redes sociais mostram troféus e referências ao tema “Movimentos sem barreiras”, associado à inclusão e ao respeito dentro da capoeira.

A programação também contou com a participação anunciada de capoeiristas e representantes de outras localidades. O Projeto Capoeira Educa, de Aracaju, confirmou presença pelo segundo ano consecutivo no festival e agradeceu publicamente o convite feito pelo Mestre Nildo Morgado (Mestre é simpático, centrado, fraterno e muito profissional no que faz).

Outra publicação de divulgação citou uma atividade com início às 15h, na sede da Diretoria de Cultura/SEMEC, localizada na Avenida Rosário Congro, nº 560, no Centro de Alagoinhas. 

O festival faz parte de uma trajetória construída ao longo de anos em Alagoinhas. Em matéria publicada em 2022, a Prefeitura do município registrou a realização do 3º Festival Anual de Capoeira Expansionismo e destacou a atuação de Mestre Nildo, que há décadas desenvolve atividades ligadas à capoeira na cidade.

Naquela edição, a programação incluiu rodas de capoeira, vivências, oficinas de caxixi e percussão, atividades culturais e um luau ao som do berimbau. A Prefeitura também informou que o evento contou com apoio das secretarias municipais de Cultura, Esporte e Turismo e de Educação.

A edição de 2026 reforça a presença do Expansionismo no calendário cultural da cidade e a importância da capoeira como manifestação artística, prática esportiva e espaço de convivência. Até o momento, porém, não foi localizado um balanço oficial com o número total de participantes, a relação completa dos mestres convidados, os resultados dos batizados e das trocas de cordas ou a lista definitiva dos homenageados.

 O Mestre Nildo possui forte ligação e histórico de eventos marcantes no bairro Mangalô, além de liderar o Grupo de Capoeira Expansionista na cidade de Alagoinhas na Bahia.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

FCBA abre inscrições para Curso Estadual de Formação de Árbitros de Capoeira Desportiva na Bahia

A Federação de Capoeira do Estado da Bahia (FCBA) está com inscrições abertas para o Curso Estadual de Formação de Árbitros de Capoeira Desportiva. A iniciativa busca preparar e qualificar profissionais para atuar em competições oficiais da modalidade, seguindo critérios técnicos, éticos e regulamentares.



A formação integra as ações oficiais da entidade voltadas ao desenvolvimento da Capoeira Desportiva no estado. Em publicação institucional recente, a FCBA também informou que o Curso Estadual de Arbitragem será oferecido gratuitamente aos participantes que atenderem aos requisitos previstos em edital próprio. (FCBA)


Agência: O Dobrão Online, Segunda-feira,19h

Formação para atuação em competições

De acordo com as informações divulgadas pela FCBA, o curso foi criado para formar árbitros capacitados para atuar durante competições oficiais de Capoeira Desportiva.

A proposta envolve conhecimentos relacionados às regras da modalidade, procedimentos de arbitragem e conduta necessária para quem participa da organização técnica de competições.

A formação de árbitros tem importância direta para a organização esportiva, principalmente porque a atuação desses profissionais contribui para a aplicação padronizada das regras durante os eventos.

A própria Federação já realizou anteriormente atividades de capacitação voltadas à arbitragem e mantém em seu histórico institucional ações relacionadas à formação de profissionais para competições de Capoeira. (FCBA)

Inscrição é feita pela internet

Os interessados podem acessar o formulário disponibilizado pela FCBA para realizar a inscrição no curso.

A entidade orienta que o candidato confira atentamente os requisitos de participação antes de preencher o formulário e tenha em mãos as informações e documentos eventualmente solicitados durante o cadastro.

Inscreva-se no Curso Estadual de Formação de Árbitros

Um ponto importante é que o preenchimento do formulário não deve ser interpretado como confirmação automática da participação.

Segundo as informações fornecidas pela organização, os dados e documentos enviados serão analisados pela FCBA. A confirmação deverá ser encaminhada posteriormente pelos canais de contato informados pelo candidato.

Curso faz parte da estrutura da Capoeira Desportiva

A iniciativa ocorre dentro de um movimento de organização e qualificação da Capoeira enquanto modalidade esportiva.

Em agosto de 2026, a FCBA publicou edital de campanha de filiação e renovação para capoeiristas interessados em integrar oficialmente o sistema federativo da entidade. O documento também menciona o Curso Estadual de Arbitragem e informa que ele será gratuito para os participantes que cumprirem os requisitos estabelecidos em edital próprio. (FCBA)

A informação é relevante porque diferencia a participação no curso da filiação à Federação. Conforme o edital, a anuidade federativa corresponde ao vínculo institucional com a FCBA e não representa pagamento pelo curso. (FCBA)

Campeonato Baiano também está entre as atividades

Além do curso de arbitragem, a página de inscrições da FCBA apresenta o Campeonato Baiano de Capoeira Desportiva 2026.

A competição é apresentada pela entidade como uma atividade oficial da Federação. Para participar, os interessados devem consultar previamente o regulamento, as categorias disponíveis, os critérios de participação e o cronograma oficial.

A organização também alerta que o simples preenchimento do formulário não garante automaticamente a participação no campeonato. Os documentos e informações enviados precisam passar pela conferência da organização.

Por que a formação de árbitros é importante?

Em uma competição esportiva, a arbitragem tem uma função que vai além de acompanhar os confrontos.

Os árbitros precisam conhecer as regras, compreender os critérios técnicos e aplicar os procedimentos estabelecidos pela organização. Uma formação específica pode ajudar a reduzir interpretações diferentes durante as competições e contribuir para maior uniformidade na condução dos eventos.

No caso da Capoeira Desportiva, a formação também acompanha o processo de estruturação da modalidade dentro do ambiente competitivo.

A FCBA já possui histórico de realização de cursos e atividades de capacitação para árbitros. Em 2025, por exemplo, a entidade promoveu curso de árbitro associado à preparação do Campeonato Baiano de Capoeira, com atividades online e presenciais.

Quem pretende participar deve ficar atento

Antes de preencher o formulário, o candidato deve conferir as exigências estabelecidas pela Federação.

Também é importante acompanhar os canais oficiais da FCBA para eventuais atualizações sobre datas, documentos, critérios de participação e confirmação da inscrição.

Como o formulário não garante automaticamente a participação, o interessado deve aguardar a confirmação da organização.

A recomendação é evitar informações de terceiros que não estejam confirmadas pela Federação e utilizar os canais oficiais para esclarecer dúvidas.

Serviço

Curso: Curso Estadual de Formação de Árbitros de Capoeira Desportiva

Realização: Federação de Capoeira do Estado da Bahia (FCBA)

Objetivo: formação e qualificação de árbitros para competições oficiais de Capoeira Desportiva

Inscrição: formulário online disponibilizado pela FCBA

Situação: inscrições disponíveis conforme a página apresentada pela entidade

Formulário oficial de inscrição

Atenção antes de se inscrever

A FCBA recomenda que o interessado leia as informações da atividade e verifique os requisitos antes de realizar o cadastro.

Também não é correto afirmar que a inscrição garante vaga automaticamente. Conforme a própria organização informa, os dados e documentos enviados serão conferidos antes da confirmação.

Fontes seguras

Federação de Capoeira do Estado da Bahia – FCBA — informações institucionais e edital de filiação de 2026. (FCBA)

Formulário oficial de inscrição do Curso de Árbitros

SUDESB – Governo da Bahia — registro de parceria institucional com a Federação de Capoeira do Estado da Bahia. (ba.gov.br)

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Agenda de capoeira em Salvador: tradição, disputa e ancestralidade movimentam a cidade 2026.2

Capital baiana mantém a capoeira no centro da programação cultural, com rodas, encontros e competições que conectam tradição, memória e novas gerações

Salvador não apenas recebe a capoeira. A cidade é um dos territórios fundamentais para entender a história, a resistência e a transformação dessa manifestação cultural brasileira.

Em agosto de 2026, essa relação volta a ganhar força com uma agenda que reúne rodas, atividades formativas e competições. Entre os destaques está o Red Bull Paranauê 2026, marcado para 29 de agosto, na Praça da Cruz Caída, no Centro Histórico, com entrada gratuita. A programação oficial de turismo de Salvador também já lista o evento na agenda da cidade. (Salvador da Bahia)


Agência, O Dobrão Online,

A capoeira ocupa o Centro Histórico

No dia 29 de agosto, Salvador recebe a quinta edição do Red Bull Paranauê. A competição começa às 13h, na Praça da Cruz Caída, na Praça da Sé, e tem acesso gratuito. (Alô Alô Bahia)

O evento reunirá 16 capoeiristas, distribuídos entre as categorias feminina e masculina. O diferencial está justamente na variedade: os participantes precisam demonstrar domínio de três vertentes da capoeira — Angola, Regional e Contemporânea. (Alô Alô Bahia)

Antes de cada confronto, uma roleta define o toque do berimbau e, consequentemente, o estilo que deverá conduzir o jogo.

Não é apenas competição.

É técnica, improviso, musicalidade e capacidade de adaptação colocados no mesmo espaço.

Três estilos, uma mesma raiz

A diversidade de estilos ajuda a mostrar que a capoeira não é uma prática congelada no passado.

A Capoeira Angola, a Regional e a Contemporânea possuem características e trajetórias próprias, mas compartilham uma mesma base cultural construída a partir da ancestralidade afro-brasileira.

No Paranauê, essa diversidade deixa de ser apenas conceito e vira parte da dinâmica da disputa: o capoeirista precisa responder ao toque escolhido e adaptar seu jogo. (Alô Alô Bahia)

É uma metáfora interessante para a própria história da capoeira.

Ela mudou.

Se reinventou.

Atravessou gerações.

E continua em movimento.

Mulheres também ocupam a roda

Um dos pontos relevantes da programação é a presença das categorias feminina e masculina.

A participação das mulheres ajuda a romper uma visão historicamente associada à capoeira como espaço predominantemente masculino. No evento, elas aparecem como competidoras e também ocupam posições de referência e autoridade dentro da organização.

A arbitragem, por exemplo, inclui a Mestra Nani, representante da Capoeira Angola. A curadoria é do Mestre Sabiá, enquanto outros mestres representam diferentes tradições da modalidade. (Alô Alô Bahia)

Esse movimento importa porque a preservação da capoeira passa também pelo reconhecimento de quem mantém seus saberes vivos.

O Rede Capoeira amplia essa agenda

Antes do Paranauê, Salvador já recebeu, entre 6 e 8 de agosto, a oitava edição do Rede Capoeira, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM).

Com programação gratuita, o festival reuniu oficinas, rodas, debates, apresentações e vivências relacionadas à capoeira e a outras manifestações da cultura popular. (Rede Capoeira)

A programação incluiu uma roda de Capoeira Regional com Mestre Nenel e Mestra Nalvinha, painel sobre capoeira na infância, aula de capoeira infantil e uma aula e roda com Mestre João Grande. (Rede Capoeira)

No sábado, 8 de agosto, a programação ainda contou com uma roda com os chamados Heróis Populares e uma roda de encerramento. (Rede Capoeira)

O festival mostrou que a agenda da capoeira não precisa se limitar ao espetáculo.

Ela pode ser também espaço de formação, pesquisa, transmissão de conhecimento e diálogo entre gerações.

Mais que esporte: patrimônio e identidade

A capoeira foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil, além de ter sido reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Esse reconhecimento ajuda a explicar por que eventos dedicados à modalidade ultrapassam a dimensão esportiva.

Uma roda carrega música.

Carrega oralidade.

Carrega memória.

Carrega movimento.

E carrega uma história de resistência da população negra no Brasil.

Por isso, colocar a capoeira na agenda cultural de Salvador significa também colocar em evidência uma parte fundamental da identidade da cidade.

Salvador como território da capoeira

O próprio cenário dos eventos reforça essa relação.

Praça da Cruz Caída, Centro Histórico, Pelourinho e outros espaços de Salvador não funcionam apenas como cartões-postais. São territórios onde manifestações da cultura afro-brasileira continuam sendo praticadas e ressignificadas.

A escolha da Praça da Cruz Caída para o Paranauê tem ainda um peso simbólico: o espaço é associado a registros históricos de competições de capoeira e, desde 2024, passou a receber o evento. (Alô Alô Bahia)

A cidade, nesse sentido, deixa de ser cenário.

Ela passa a fazer parte da narrativa.

Uma agenda que merece ser acompanhada

Para quem acompanha a capoeira, agosto de 2026 mostra uma Salvador movimentada por diferentes formatos de encontro.

Há competição.

Há roda.

Há aula.

Há debate.

Há transmissão de conhecimento.

E há espaço para crianças, mestres, mestras, pesquisadores, artistas e público.

O calendário disponível no portal Agenda Capoeira também registra diversos encontros e atividades relacionados à modalidade ao longo de agosto, embora seja importante confirmar diretamente com cada organização os detalhes de eventos comunitários antes de se deslocar. (Agenda Capoeira)

Essa diversidade é talvez o melhor retrato da capoeira contemporânea.

Ela preserva a tradição sem deixar de criar novas possibilidades.

Serviço — próximos destaques

Red Bull Paranauê 2026
📅 29 de agosto de 2026
A partir das 13h
📍 Praça da Cruz Caída — Praça da Sé, Centro Histórico de Salvador
🎟️ Entrada gratuita
🥋 Categorias feminina e masculina
🎶 Capoeira Angola, Regional e Contemporânea

Para acompanhar atualizações da agenda cultural da cidade, o portal oficial Salvador da Bahia mantém uma agenda de eventos e programação cultural. (Salvador da Bahia)

Salvador não precisa procurar a capoeira para encontrá-la.

Ela está nas rodas, nos mestres e mestras, nas crianças que aprendem os primeiros movimentos, no som do berimbau e nos espaços onde a tradição continua sendo transmitida.

Uma agenda de capoeira é, portanto, muito mais do que uma lista de eventos.

É um registro de que uma cultura historicamente perseguida continua ocupando as ruas, os museus, as praças e os palcos.

E talvez essa seja a maior força da capoeira:

ela não apenas sobrevive ao tempo. Ela ensina o tempo a se movimentar.

Fontes

SALVADOR | Memória, arte e resistência: MAFRO-UFBA destaca o protagonismo de mulheres negras na capoeira

Exposição “Memórias de Mulheres Negras na Capoeira: Visibilidade, Luta e Protagonismo em Jogo” transforma o museu em espaço de reconhecimento, ancestralidade e afirmação

O Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia (MAFRO-UFBA) abriu espaço para uma discussão que há muito tempo ultrapassa os limites da roda de capoeira: quem são as mulheres negras que construíram, sustentaram e transformaram essa tradição?

A resposta ganha forma na exposição “Memórias de Mulheres Negras na Capoeira: Visibilidade, Luta e Protagonismo em Jogo”, apresentada no Centro Histórico de Salvador.

Exposição “Memórias de Mulheres Negras na Capoeira


Agência: O Dobrão Online,Segunda-feira,13h.

A mostra nasceu de um projeto idealizado pelas capoeiristas Ábia França, Gandaia e Mestra Voltagrande e coloca em evidência trajetórias femininas que ajudam a compreender a capoeira também como território de memória, resistência e disputa por reconhecimento.

A abertura ocorreu em 14 de agosto de 2026, no MAFRO-UFBA. Agora, mais do que registrar a cerimônia de inauguração, o convite é para conhecer as obras e o espaço e perceber o que essa exposição coloca em jogo: a necessidade de reconhecer mulheres negras como protagonistas de suas próprias histórias.

Três mulheres, três memórias, uma narrativa de resistência

A exposição homenageia Teresa de Benguela, Mestra Tonha Rolo do Mar e Mestra Janja, representadas por bustos escultóricos produzidos pela artista e professora Gandaia.

A escolha dessas referências não é casual.

Teresa de Benguela tornou-se símbolo de resistência negra e liderança quilombola. Já Mestra Tonha Rolo do Mar e Mestra Janja integram a memória e a trajetória da capoeira construída por mulheres negras.

Ao colocar essas figuras lado a lado, a exposição cria uma ponte entre diferentes tempos históricos.

Ancestralidade, memória e presente passam a conversar no mesmo espaço.

É uma escolha especialmente significativa em Salvador, cidade profundamente marcada pelas culturas africanas e afro-brasileiras e pela presença histórica da capoeira.

O busto como instrumento de memória

Transformar essas personagens em esculturas também significa enfrentar uma questão fundamental: quem merece ser lembrado e representado nos espaços culturais?

O busto tradicionalmente está associado à preservação da memória de personalidades consideradas importantes. Ao utilizar essa linguagem para homenagear mulheres negras ligadas à resistência e à capoeira, a artista Gandaia contribui para deslocar o centro dessa representação.

Não se trata apenas de criar retratos.

Trata-se de materializar memórias.

A escultura torna visível aquilo que muitas vezes permanece registrado apenas na oralidade, nas experiências pessoais, nos ensinamentos transmitidos entre gerações e nos corpos que continuam praticando a capoeira.

Mulheres negras já estavam na história da capoeira

A exposição também dialoga diretamente com uma questão identificada por pesquisas realizadas na própria Universidade Federal da Bahia.

Estudo acadêmico desenvolvido na UFBA sobre trajetórias e protagonismo de mulheres na capoeira aponta que, embora a presença feminina seja significativa, ainda existem desigualdades relacionadas ao reconhecimento e à ocupação de posições de poder dentro desse universo. (SIGAA UFBA)

Isso muda a forma de olhar para a exposição.

Ela não está simplesmente “incluindo” mulheres em uma história pronta.

Está ajudando a questionar uma narrativa que muitas vezes não deu às mulheres negras o mesmo espaço de visibilidade e autoridade.

A roda também é um espaço de disputa

A capoeira é feita de movimento, música, ritual, corpo e convivência. Mas também envolve relações sociais e disputas por reconhecimento.

Pesquisas da UFBA sobre mulheres negras na capoeira angola mostram justamente como suas trajetórias estão relacionadas a questões de gênero, raça, memória e poder. Um trabalho publicado em material acadêmico da universidade destaca a importância de mulheres negras assumirem espaços de protagonismo e registrarem suas próprias narrativas dentro da capoeira. (Proex UFBA)

Essa perspectiva é fundamental para compreender o título da exposição.

“Visibilidade, Luta e Protagonismo em Jogo” não é apenas um nome. É uma declaração.

A roda deixa de ser observada somente como prática cultural e passa a ser entendida também como espaço onde identidades, memórias e relações de poder são construídas.

O corpo como arquivo

Existe outra dimensão importante nessa discussão: o corpo.

Na capoeira, o corpo guarda conhecimento.

A ginga ensina.

O gesto comunica.

O ritmo transmite.

A roda preserva.

Pesquisas produzidas na UFBA sobre mulheres negras e Capoeira Angola discutem justamente a ideia do corpo como território de memória e como espaço capaz de carregar experiências, ancestralidades e formas de resistência. (Repositório UFBA)

Por isso, uma exposição sobre mulheres negras na capoeira não precisa falar apenas de documentos escritos.

Ela pode falar de corpos, gestos, esculturas, histórias e memórias.

É nesse encontro entre arte e patrimônio que a mostra ganha força.

De Teresa de Benguela às mestras da capoeira

A presença de Teresa de Benguela amplia ainda mais o alcance simbólico da exposição.

Sua trajetória está associada à resistência de comunidades negras e indígenas no Brasil colonial. Ao aproximá-la das figuras de Mestra Tonha Rolo do Mar e Mestra Janja, a exposição cria uma linha de continuidade entre diferentes experiências de liderança e resistência negra.

Não significa dizer que essas histórias são iguais.

Significa reconhecer que existe uma memória de resistência feminina negra que atravessa gerações.

E a arte permite que essa conexão seja percebida de maneira concreta.

O MAFRO como lugar de memória

A realização da exposição no MAFRO-UFBA acrescenta uma camada importante à proposta.

O Museu Afro-Brasileiro da UFBA tem como missão preservar, pesquisar e difundir referências relacionadas às culturas africanas e afro-brasileiras. Nesse ambiente, discutir a presença das mulheres negras na capoeira significa aproximar patrimônio, arte, história e experiência contemporânea.

O museu passa a funcionar não apenas como lugar onde objetos são preservados, mas como espaço onde memórias são revisitadas e novas narrativas podem ser construídas.

E isso é especialmente relevante para histórias que durante muito tempo tiveram pouca presença nos registros oficiais.

Uma exposição para além da inauguração

A abertura aconteceu em 14 de agosto de 2026, mas a importância da mostra não termina na cerimônia.

Agora começa outra etapa: a aproximação do público com as obras.

Conhecer os bustos, observar os detalhes das esculturas e compreender as histórias das mulheres homenageadas é também uma forma de participar dessa construção de memória.

A exposição convida o visitante a olhar para a capoeira por outro ângulo.

Não apenas como jogo; Não apenas como dança; Não apenas como luta.

Mas como patrimônio vivo e território de conhecimento.

Por que essa exposição importa?

Porque visibilidade não é apenas aparecer.

Visibilidade também significa ser reconhecida como autora da própria história.

Quando mulheres negras ocupam museus, pesquisas, exposições, rodas e espaços de decisão, novas referências passam a existir para as próximas gerações.

Meninas negras que entram em contato com essas histórias encontram algo poderoso: a possibilidade de enxergar mulheres negras não apenas como personagens do passado, mas como mestras, artistas, pesquisadoras, lideranças e produtoras de conhecimento.

Essa mudança de perspectiva é uma das maiores contribuições que uma exposição pode oferecer.

Objetivo Maior: colocar as mulheres no centro também é preservar a capoeira

A história da capoeira não cabe em uma única narrativa.

Ela foi construída por muitos corpos, muitas vozes e muitas gerações.

Mas algumas dessas vozes foram menos registradas, menos reconhecidas e menos celebradas.

Por isso, uma exposição dedicada às memórias de mulheres negras na capoeira não deve ser vista como um complemento à história.

Ela é parte da própria história.

Teresa de Benguela, Mestra Tonha Rolo do Mar e Mestra Janja representam momentos e trajetórias diferentes, mas ajudam a lembrar uma mesma verdade: mulheres negras nunca estiveram ausentes da construção da resistência.

O que muitas vezes faltou foi espaço para que suas histórias fossem vistas.

Agora, elas ocupam o museu; Ocupam a escultura; Ocupam a memória. E ocupam o centro da roda.

Conhecer essa exposição é mais do que visitar obras de arte. É reconhecer quem também construiu a história da capoeira — e garantir que essas memórias continuem sendo transmitidas.

Serviço

Exposição: “Memórias de Mulheres Negras na Capoeira: Visibilidade, Luta e Protagonismo em Jogo”
Local: Museu Afro-Brasileiro — MAFRO/UFBA, Centro Histórico de Salvador
Abertura: 14 de agosto de 2026, às 17h
Artistas/proponentes do projeto: Ábia França, Gandaia e Mestra Voltagrande
Homenageadas: Teresa de Benguela, Mestra Tonha Rolo do Mar e Mestra Janja
Esculturas: Gandaia

Para acompanhar informações e registros da exposição, o perfil oficial do MAFRO-UFBA é o canal indicado pelo museu nas redes sociais.

Para informações atualizadas sobre visitação, programação e atividades, consulte os canais oficiais do MAFRO/UFBA  | MAFRO - Museu Afro-Brasileiro Largo do Terreiro de Jesus s/n, Prédio da Faculdade de Medicina da Bahia CEP: 40026-010 Centro Histórico Salvador-BA, Brasil Telefone/Fax: +55 (71)3283-5540 Email: mafro@ufba.br.

Fontes 

  • MAFRO/UFBA — Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia

  • UFBA — Portal de Programas de Pós-Graduação, com pesquisa sobre trajetória e protagonismo de mulheres na capoeira. (SIGAA UFBA)

  • Repositório Institucional da UFBA, com pesquisas acadêmicas sobre mulheres negras e Capoeira Angola. (Repositório UFBA)

  • Revista Feminismos — UFBA, artigo sobre capoeira, ancestralidade, memória e mulheres negras. (Periódicos UFBA)

  • Instagram oficial do MAFRO-UFBA: @mafroufba

MAFRO-UFBA mantém programação com destaque para a presença das mulheres na exposição “Máfricas”

 Mostra de longa duração propõe um olhar decolonizador sobre as Áfricas e coloca as mulheres no centro de uma narrativa sobre cultura, memória e identidade. Aprecie enquanto está na cidade a sua disposição.

Em Salvador, falar sobre a presença africana é também falar sobre memória, resistência e protagonismo. É nesse território que o Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia (MAFRO/UFBA) mantém a exposição “Máfricas: as Áfricas do MAFRO”, uma mostra de longa duração que propõe novas formas de olhar para a história e para as culturas africanas.

Presença das mulheres na exposição “Máfricas”

Agência: O Dobrão Online,Segunda-feira,12h.

Inaugurada em 2018, a exposição foi concebida para requalificar o setor África do museu e apresenta parte da Coleção Africana do MAFRO. Segundo o próprio museu, a mostra está organizada em quatro núcleos temáticos: as doze primeiras peças, linguagens, mulheres e afrofuturismo. A presença das mulheres, portanto, não aparece como elemento secundário, mas como um dos eixos estruturantes da narrativa. (Mafro)

Artigo completo:

Mulheres não são detalhe. São parte da história

A escolha de dedicar um núcleo específico às mulheres amplia o debate sobre como as sociedades africanas são representadas dentro dos museus.

Durante muito tempo, narrativas sobre África foram construídas a partir de perspectivas externas, frequentemente reduzindo o continente a imagens de exotismo, conflito ou ancestralidade estática. “Máfricas” segue outra direção ao propor, nas palavras do próprio MAFRO, “um olhar decolonizador sobre África”. (Mafro)

Nesse contexto, colocar as mulheres em evidência significa reconhecer seus papéis na produção de conhecimento, na transmissão de saberes, nas práticas religiosas, nas linguagens, nas relações sociais e na construção das identidades africanas e afro-diaspóricas.

A discussão também dialoga com pesquisas desenvolvidas na própria UFBA. O MAFRO disponibiliza estudo acadêmico dedicado à representação das mulheres negras nos museus de Salvador, mostrando como as instituições museológicas também participam da construção de imagens e narrativas sobre gênero e raça. (Mafro)

Uma coleção que atravessa o Atlântico

Outro ponto importante da exposição é a origem de parte do acervo apresentado.

O MAFRO informa que sua coleção é formada, de maneira geral, por dois grandes conjuntos: Africana e Afro-Brasileira. Em “Máfricas”, são apresentadas peças da Coleção Africana recolhidas por Pierre Fatumbi Verger em países da África Ocidental entre 1974 e 1975. (Mafro)

Entre os objetos estão peças relacionadas às artes, à religião, às linguagens e aos saberes. O museu explica que, durante uma viagem à Nigéria e ao Benim, Verger adquiriu 254 objetos destinados ao acervo, muitos deles ligados às tradições culturais que seriam posteriormente representadas no museu. (Mafro)

Há ainda um detalhe que ajuda a compreender a complexidade dessa coleção: as doze primeiras peças do MAFRO são cópias de objetos provenientes da atual República Democrática do Congo, doadas pelo Museu Real da África Central, em Tervuren, na Bélgica. (Mafro)

Ou seja, a exposição não apresenta apenas objetos. Ela apresenta trajetórias, deslocamentos e relações históricas entre África, Europa e Brasil.

Da peça ao protagonismo

É justamente aí que a presença das mulheres ganha força editorial.

Uma exposição museológica não é apenas uma reunião de objetos. A seleção, a organização e os textos que acompanham as peças ajudam a definir quais histórias serão contadas e de que maneira serão contadas.

“Máfricas” foi criada a partir de uma perspectiva que busca requalificar a narrativa sobre o continente africano. O projeto conceitual e curatorial é da museóloga Graça Teixeira, e a exposição contou com textos produzidos por pesquisadores convidados, entre eles Joana Flores, Juipurema Sandes, Henrique Freitas, Joseania Freitas e Thiara Matos. (Mafro)

Essa construção coletiva reforça uma mudança importante: falar de África não deve significar apenas falar sobre África, mas criar condições para que diferentes sujeitos, saberes e perspectivas façam parte da narrativa.

O museu como espaço de disputa de memória

A atuação do MAFRO vai além da exposição.

A instituição se apresenta como espaço de investigação, ensino e extensão ligado à Museologia da UFBA. Também desenvolve ações relacionadas à pesquisa, exposições temporárias, atividades educativas e difusão de informações provenientes de seu acervo. (Mafro)

Essa atuação transforma o museu em um espaço estratégico para discutir identidade, patrimônio e representação.

Em uma cidade como Salvador, cuja história está profundamente ligada à presença africana e afro-brasileira, essa responsabilidade ganha uma dimensão ainda maior. O museu não apenas preserva objetos: ajuda a produzir novas possibilidades de leitura sobre aquilo que a sociedade escolhe lembrar.

Por que olhar para as mulheres importa?

Porque nenhuma narrativa sobre África pode ser completa quando metade de seus protagonistas é colocada em segundo plano.

Ao reservar um dos quatro núcleos de “Máfricas” às mulheres, o MAFRO contribui para deslocar o olhar tradicional e ampliar a compreensão sobre as experiências femininas em diferentes contextos africanos.

Mais do que representar mulheres, a questão é reconhecer agência: mulheres que produzem, criam, preservam, transformam, lideram, ensinam e participam ativamente da construção de suas comunidades e culturas.

Essa perspectiva também ajuda o público brasileiro a compreender que a história da diáspora africana não pode ser contada sem considerar os protagonismos femininos que atravessaram o Atlântico e ajudaram a formar a sociedade brasileira.

Uma exposição que continua provocando perguntas

“Máfricas: as Áfricas do MAFRO” foi inaugurada em setembro de 2018 e permanece apresentada pelo museu entre suas exposições de longa duração. A proposta continua relevante justamente porque não entrega uma visão única ou definitiva sobre África: ela convida o visitante a reconsiderar aquilo que já pensa saber. (Mafro)

Ao colocar mulheres, linguagens e afrofuturismo ao lado da história das primeiras peças do acervo, a exposição constrói uma narrativa que conecta passado, presente e futuro.

E talvez esteja aí sua principal força.

“Máfricas” lembra que preservar memória também é disputar o direito de contar a própria história. E, nessa história, as mulheres não ocupam as margens: elas também estão no centro.

Serviço

O MAFRO/UFBA está localizado no Largo do Terreiro de Jesus, s/n, Prédio da Faculdade de Medicina da Bahia, Centro Histórico de Salvador.

A página institucional do museu informa visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, para a exposição “MÁFRICAS – As Áfricas do MAFRO”. (Mafro)

Para informações atualizadas sobre visitação, programação e atividades, consulte os canais oficiais do MAFRO/UFBA  | MAFRO - Museu Afro-Brasileiro Largo do Terreiro de Jesus s/n, Prédio da Faculdade de Medicina da Bahia CEP: 40026-010 Centro Histórico Salvador-BA, Brasil Telefone/Fax: +55 (71)3283-5540 Email: mafro@ufba.br.

Fontes institucionais: Museu Afro-Brasileiro da UFBA e Universidade Federal da Bahia.

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